CHILE

OCDE avisa que economia chilena, baseada em recursos naturais, chegou ao limite

A OCDE afirma que o modelo atual gera poluição atmosférica em zonas urbanas, escassez, contaminação e perda de água e vulnerabilidade a mudanças climáticas

(Foto: Felipe Trueba/EFE)

A Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômicos (OCDE) advertiu, na última quinta feira (21), que o modelo econômico chileno, baseado nos recursos naturais, pode estar chegando a um esgotamento.

“O Chile é uma potência econômica da América Latina, e a pergunta dos próximos 25 anos é se poderá manter esse crescimento protegendo ao mesmo tempo sua base de ativos ambientais”, afirmou Simon Upton, responsável pelo setor de Meio Ambiente da OCDE.

A afirmação se baseia na “Segunda Avaliação do Desempenho Ambiental”, apresentado pela entidade em Santiago. O cobre, a pesca, a agricultura e silvicultura são os principais recursos naturais do Chile e que sustentam esse crescimento econômico, segundo o estudo do órgão que reúne as 34 economias mais desenvolvidas do mundo.

Esta situação, detalha o estudo da OCDE, gera poluição atmosférica em zonas urbanas, escassez, contaminação e perda de água e uma grande vulnerabilidade mudanças climática. E, apesar de que um terço da necessidade energética do Chile serem supridas com fontes de energias renováveis, as emissões de gases do efeito estufa e a queima de lenha aumentaram em 23% entre 2000 e o 2010.

Em 2015, o Chile se comprometeu a reduzir, em quinze anos, a intensidade de suas emissões em 30% relativa a números de 2007 e em 45% se conseguir financiamento internacional. Porém, para alcançar estes objetivos, o país “terá que ir além do enfoque fragmentado que caracterizou até agora sua política climática e esclarecer as responsabilidades institucionais em matéria de mitigação da mudança climática e adaptação a ele”, completa Upton.

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Publicado em Economia

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