SECA

Agricultores tailandeses desafiam proibição de usar água por conta da seca

Sete das 67 províncias do país encontram-se em situação de emergência por conta da escassez de chuvas

Foto: EFE/Patrick Pleul

Centenas de agricultores tailandeses desafiaram a proibição de usar água do rio Chao Pharaya para seus cultivos depois que o Governo advertiu que a prioridade é o consumo doméstico devido à seca, informou hoje a imprensa local.

Muitos instalaram junto ao rio canais adjacentes e bombas para extrair água para irrigar seus cultivos, a maioria arroz, em várias províncias da região central, informa o diário Bankok Post.

As monções, que começam em março e terminam em novembro em grande parte da Tailândia, não trouxeram chuva suficiente fazendo com que muitos cultivos não tenham amadurecido e se perdessem.

Na quinta passada, as autoridades reduziram a vazão de quatro distribuidoras de água no Chao Pharya de 28 para 18 milhões de metros cúbicos por da, alertando os agricultores de que se abstivessem de usar a água durante a seca.

Chinnakorn Kriangyakul, chefe de uma aldeia na província de Nahon Sawan, destaca que os agricultores necessitam de água para não perder sua produção e que o Governo lhes prometeu anteriormente que poderiam usar a água depois de maio.

Em um distrito da província de Chai Nat, vários agricultores arrecadaram 29.500 bat (cerca de 860 dólares) para comprar o combustível para alimentar as bombas responsáveis por extrair a água.

Sete das 67 províncias do país encontram-se em situação de emergência por conta da escassez de chuvas, gerando restrição para o uso da água em um terço do país.

Na segunda-feira passada, as autoridades aprovaram um plano de empréstimos de 60 bilhões de bat (cerca de 1,7 bilhões de dólares) para ajudar arrozeiros afetados pela seca.

Segundo o Ministério das Finanças, este ano o PIB tailandês caiá 0,52% devido à queda nas colheitas após a escassez de chuvas, embora seja esperado um crescimento total de 3%.

Smith Dharmasroja, meteorologista tailandês que previu o tsunami de 2004 no oceano Índico, afirmou que a seca deriva do fenômeno El Niño, bem como o aquecimento global, e assegurou que seus efeitos devem perdurar até final do ao.

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Publicado em Meio ambiente e Tecnologia