PIB AGRO

Agropecuária é execeção e tem aumento de 1,8% no PIB de 2015

Alta do PIB foi impulsionada, principalmente, pelo desempenho das lavoura de soja (11,9%) e milho (7,3%)

Foto: Sebastião Moreira

A divulgação do PIB brasileiro consolidado de 2015 pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatica (IBGE) nesta quinta-feira revela que a agropecuária foi o único segmento que teve crescimento no ano de 2015, com alta de 1,8% no volume adicionado ao índice.

A alta foi impulsionada, principalmente, pelo desempenho das lavoura de soja (11,9%) e milho (7,3%), grãos que tiveram exportações de mais de 50 milhões e 30 milhões de toneladas respectivamente e contrasta com uma queda de 3,8% no PIB total de 2015 – o pior resultado nos últimos 25 anos, informou nesta quinta-feira o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O setor extrativista mineral,  foi outra exceção aos resultados negativos, com um aumento de 4,9%, graças à produção de petróleo, gás natural e ferro, do qual o Brasil é o maior exportador do mundo.

Ainda assim, o Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil sofreu uma retração maior do que era esperado pelo mercado financeiro, que previa uma queda de 3,71% e que prevê um retrocesso de 3,45% em 2016.

Segundo o IBGE, o conjunto de bens e serviços produzidos no país, em valores atualizados, somou R$ 5,9 trilhões e o PIB per capita ficou em R$ 28.876, 4,6% menor que em 2014.

Entre as atividades econômicas mais afetadas estão construção civil, com perda de 7,6%, e o comércio, que encolheu 8,9%.

Crise

O consumo das famílias, durante anos um dos motores econômicos do país, também caiu, atingindo -4% em comparação ao ano anterior influenciado pelo aumento do desemprego, a elevada inflação – que fechou 2015 com 10,67% e a restrição ao crédito.

O cenário foi agravado ainda pela perda de confiança e as elevadas taxas de juros, com uma taxa básica de 14,25% anual, o maior patamar em nove anos.

O balanço anual, divulgado pelo IBGE, também foi afetado pela queda de 14,3% nas importações, enquanto as exportações subiram 6,1%.

Por outro lado, a taxa de investimentos em 2015 foi de 18,2%, abaixo dos 20,2% registrado no ano anterior e a poupança da população ficou em 14,4%, inferior aos 16,2% do ano anterior.

Em dezembro o Brasil perdeu o grau de investimento dado pelas agências de qualificação Fitch e Standard & Poor’s, decisão seguida mês passado pela Moody’s.

Além da recessão, o Brasil fechou 2015 com as contas públicas com um saldo negativo de R$ 111,25 bilhões, seu pior resultado desde que a atual série estatística de medição começou, em 2001

 

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Publicado em Economia

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