EL NIÑO

Apesar de El Niño, FAO espera safra de cereais boa na América Latina

Em 2015, o El Niño prejudicou especialmente a produção de cereais em El Salvador, Guatemala, Haiti, Honduras e Nicarágua

Foto: EFE/Cézaro De Luca

A safra de cereais da América Latina seguirá alta neste ano, repetindo o bom desempenho recente apesar dos efeitos do fenômeno El Niño, que prejudicará a colheita em alguns países da região, indicou nesta quarta-feira a Organização das Nações ara a Alimentação e a Agricultura (FAO).

O último relatório sobre as perspectivas da safra para 2016 da FAO destaca que as condições são favoráveis em geral, devido à boa produção do México e da América do Sul.

Os mexicanos preveem um aumento da área plantada de milho e trigo, depois de no ano passado o país ter colhido uma safra recorde de 37,3 milhões de toneladas de cereais.

Uma situação muito diferente da vivida na América Central e no Caribe, onde a produção será menor devido a falta de chuvas provocada pelo El Niño. O fenômeno deve terminar em julho, mas, antes disso, voltará a afetar as colheitas nas duas regiões pelo terceiro ano consecutivo.

Em 2015, o fenômeno prejudicou especialmente a produção de cereais em El Salvador, Guatemala, Haiti, Honduras e Nicarágua, quebra de safra que foi acompanhada por uma alta de preços.

Já na América do Sul, a safra de cereais atingiu o recorde de 194,6 milhões de toneladas, sobretudo pelo bom desempenho das colheitas no Brasil e na Argentina, principais produtores da região.

Para 2016, porém, a expectativa é de uma redução de 3% na safra. Produtores dos dois países decidiram diminuir a área plantada de milho, apesar de seguir acima da média dos últimos cinco anos, de acordo com o relatório publicado pela FAO.

Enquanto os preços do milho e da farinha de trigo aumentaram nos últimos três meses no Brasil e na Argentina pela desvalorização das moedas dos dois países, no Peru e no Chile as cotações se mantiveram estáveis, abaixo do registrado no mesmo período do ano passado.

Nenhum país latino-americano está entre os 34 que precisam de ajuda alimentícia do exterior, de acordo com a FAO.

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