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Apesar de queda nas exportações de café, Brasil projeta expansão dos grãos especiais

Entre janeiro e novembro deste ano o Brasil,  maior produtor e exportador mundial de café, vendeu ao exterior 27,7 milhões de sacas (60 kg) do grão, o que representa uma queda acumulada de 10,7% em relação ao mesmo período do ano […]

EFE/Mario López

Entre janeiro e novembro deste ano o Brasil,  maior produtor e exportador mundial de café, vendeu ao exterior 27,7 milhões de sacas (60 kg) do grão, o que representa uma queda acumulada de 10,7% em relação ao mesmo período do ano passado, informou hoje a patronal.

O faturamento também registrou uma queda e alcançou nos onze primeiros meses de 2017 um total de 4,7 bilhões de dólares, 3,1% a menos que em janeiro-novembro de 2016, segundo os dados divulgados pelo Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé).

Entre as variedades que mais foram exportadas estão o café do tipo arábica, que respondeu por 88% do volume total enviado ao exterior, seguido do solúvel, com o 11,1%; e o robusta, com 0,9%.

“O mercado de exportação de café segue dentro do previsto. Os embarques apresentam números dentro do esperado e devem finalizar o ano com 30-31 milhões de sacos “, afirmou o presidente de Cecafé, Nelson Carvalhaes.

Neste ano, os Estados Unidos continuam à frente como maiores consumidores do café brasileiro, com 19,9% da participação, seguidos por Alemanha (17,5%), Itália (9,5%), Japão (6,7%) e Bélgica (5,8%).

No que se refere a novembro, as exportações do café caíram 3,2% na comparação com o mês anterior, contabilizando 2.785.853 sacas do grão, o equivalente a 460 milhões de dólares.

Carvalhaes espera que o primeiro semestre de 2018 não apresente ” surpresas ” no setor e que o desempenho das exportações continue “tranquilo”.

“Nomeio do ano, com a entrada da nova colheita, deve haver uma recuperação do ritmo com mais oferta e mais fluxo no mercado “, acrescentou.

Por outro lado, o Brasil tem se afirmado nos últimos anos no mercado de cafés especiais, cujo consumo representa 2,5% do total no país sul-americano, segundo confirmou à Efe a Associação Brasileira de Cafés Especiais (BSCA, pela sua sigla em inglês), que trabalha com grãos do tipo arábica.

De acordo com os dados da associação, dos quase 30 milhões de sacas que o Brasil espera exportar este ano, seis delas serão de café especial (20%).

A expectativa de BSCA é que o mercado de café especial brasileiro cresça anualmente em nível interno e externo entre 18% e 20%.

Para ser especial, o café deve superar os 80 pontos numa escala que vai do 1 a 100 e para isso passa por uma avaliação física (perfeição do grão) e sensorial, onde se mede o aroma, a acidez, o sabor e a textura.

O número médio dos cafés vendidos nos supermercados tem uma média de 30 a 40 pontos, segundo explicou a Efe Vanusia Nogueira, diretora-executiva BSCA.

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Publicado em Agricultura

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