Carne, gado, pecuária

Associações rurais do Mercosul pedem maior cota para carne no acordo com a UE

Impasse entre os blocos econômicos trava acordos comerciais, principalmente sobre produtos frágeis, como a carne.

EFE/Cézaro De Luca

A Federação de Associações Rurais do Mercosul (Farm) pediu nesta terça-feira uma elevação na cota de carne bovina negociada entre o bloco e a União Europeia (UE).

Representantes da Farm tiveram uma reunião em Montevidéu com membros do Fórum da Carne do Mercosul, na qual disseram que pretendem elevar a cota de 70 mil toneladas para 390 mil toneladas.

Segundo as associações, esse número representa apenas 5% do mercado da carne na UE. A Farm já tinha expressado anteriormente inconformidade com a oferta de 70 mil toneladas oferecida pelo bloco europeu, por considerar o montante como insuficiente.

“A União Europeia consome quase 8 milhões de toneladas de carne bovina por ano. As 70 mil toneladas oferecidas significariam, em média, 130 gramas para cada um dos 500 milhões de habitantes”, disse a entidade em comunicado.

“É um volume que está longe das expectativas dos produtores rurais da Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai, uma vez que, em conjunto, os quatro países representam 20% da produção mundial de carne bovina e 22% do comércio internacional”, disse a Farm.

Na reunião de hoje, as associações rurais pediram que a carne bovina entre livre de tarifas na UE e que a cota seja administrada pelo próprio Mercosul. Além disso, pediram que esse valor seja aumentado em 10% no ano.

Entre as instituições que assinaram o comunicado divulgado hoje estão sindicatos de produtores da Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai.

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