ETANOL

Brasil pode produzir 10 bi de litros de etanol 2G até 2025

Estudo da Conferência das Nações Unidas para o Comércio e Desenvolvimento (UNCTAD) destaca o potencial produtivo de Etanol de segunda geração do Brasil

Usina de cana-de-açúcar. EFE/Sugar Estates Limited

Um estudo da  Conferência das Nações Unidas para o Comércio e Desenvolvimento (UNCTAD) com contribuições da União da Indústria de Cana-de-Açúcar (UNICA) lançado na última terça-feria destaca o potencial produtivo de Etanol de segunda geração do Brasil de 10 bilhões de litros até 2025.

De acordo com a UNICA, que divulga o estudo no país, esse potencial deve ocorrer “desde que haja investimentos na adaptação e construção de novas unidades industriais e um ambiente regulatório ajustado às circunstâncias e necessidades deste segmento”.

“A marca de 10 bilhões de litros de etanol 2G só será atingida se houver expansão na moagem de cana, modernização e integração das produções de etanol 1G e 2G nas usinas existentes, além da construção anual de 10 unidades exclusivamente voltadas ao biocombustível celulósico a partir de 2020”, destaca a UNICA em nota.

Entre as sugestões de políticas públicas para dar suporte ao setor destacadas pelo estudo estão ainda criar marcos regulatórios para a bioenergia avançada; promover a cooperação entre as organizações nacionais e empresas estrangeiras; flexibilidade para os agentes de mercado que operam biorrefinarias atuarem em outros segmentos e incentivar o diálogo técnico entre as diferentes regiões de produção de combustíveis avançados.

O relatório destaca ainda projetos de etanol celulósico em países como os Estados Unidos, China, Canadá e União Europeia, e cria um ranking mundial de capacidade instalada no qual o Brasil aparece em quarto lugar, com 12% da capacidade mundial atrás de EUA (34%), China (24%) e Canadá (21%).

“Além de trazer números que demonstram claramente o atual cenário mundial da produção de etanol 2G, o documento também propõe medidas inerentes ao sucesso deste projeto, tanto pelo lado da iniciativa privada quanto pela esfera governamental”, destacou em nota a assessora sênior da Presidência para Assuntos Internacionais UNICA, Geraldine Kutas.

Para conferir o estudo completo (em inglês), clique aqui.

Marcados com: , ,
Publicado em Energia

Twitter: efeagrobrasil