CAFÉ

Clima e estoques baixos afetam exportações brasileiras de café

O café da modalidade arábica se destacou, respondendo por 83,2% das exportações enquanto a modalidade robusta representou 6,5%

EFE/Tomás Bravo

Na safra 2015-2016, as exportações brasileiras de café somaram 35 milhões de sacas de 60 quilos, segundo dados do Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé) divulgados nesta quarta-feira (13). Ao preço médio de US$ 151,26, essa número representou US$ 5,3 bilhões em receita gerados entre julho do ano passado e o mesmo mês deste ano.

O café da modalidade arábica se destacou, respondendo por 83,2% das exportações (mais de 29,4 milhões de sacas), enquanto a modalidade robusta representou 6,5% (mais de 2,3 milhões de sacas). O volume atual de exportações, porém, é 3,2% inferior ao da safra 2014/2015, quando os embarques somaram 36,57 milhões de sacas.

“Por conta de fatores climáticos e baixos estoques, houve uma retração nos últimos meses. Mas, a expectativa com a abertura da nova safra é que as exportações voltem ao patamar de crescimento ao longo do ano”, afirma Nelson Carvalhaes, Presidente do Cecafé.

A entidade acredita que deve haver melhora diante dos dados da Organização Internacional do Café (OIC) de que o consumo do produto deve crescer no próximos anos de 152,1 milhões de sacas em 2015 para até 170 milhões até 2020. No período analisado pela pesquisa, 127 países consumiram o café brasileiro. Os EUA tem a liderança, com 7.265.327 sacas, seguido pela Alemanha, com 6.345.101 sacas. A Itália fica no terceiro lugar, com 2.969.065 sacas.

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