ADAMA

Com limitações na China, Adama projeta expansão no Brasil

A Adama pretende expandir sua produção no Brasil com investimentos girando entre os R$ 30 milhões até 2021, aumentando a diversidade de produtos

Diante de medidas ambientais mais rígidas adotadas pelo governo chinês, a produtora de defensivos agrícolas Adama, controlada pelo grupo chinês ChemChina, pretende fabricar no Brasil novas fórmulas da marca.

Há mais de 40 anos no país (ex-Milenia Agrociências), o Brasil representa 20% dos negócios mundiais do grupo, possuindo a maior unidade industrial fora de Israel, onde a empresa foi fundada. Em 2016, a Adama (lê-se Adamá) do Brasil teve crescimento de 8% em relação ao ano anterior e faturou R$ 1,5 bilhões.

“O governo Chinês chegou a uma conclusão de que o que está acontecendo com o meio ambiente não é aceitável. Se você quer fabricar um novo ingrediente ativo, você precisa parar de fabricar outro. A expansão começou a ficar complicada. E agora, em primeiro de junho, o governo começou a fechar fábricas”, explicou Rodrigo Gutierrez, presidente da Adama Brasil, em encontro com jornalistas na última terça-feira (15), em Londrina (PR).

Neste cenário, a Adama pretende expandir sua produção no Brasil com investimentos girando entre os 30 milhões de dólares até 2021. Atualmente, no país, são produzidos 170 milhões de litros de defensivos por ano. 60% do faturamento da marca é proveniente de produtos e misturas exclusivas e os 40% restantes de genéricos

“Em nossas plantas, nós fabricamos hoje 7 ou 8 ingredientes ativos. Nosso plano é ir para 15. Para nós, é uma oportunidade muito interessante”, explica Gutierrez.

A estratégia da Adama envolve também o investimento em soluções agrodigitais. Segundo Romeu Stanguerlin, diretor de marketing da empresa, 1,5% do faturamento da Adama é destinado à criação de serviços do tipo.

“O Adama Alvo, por exemplo, que é um app nosso que identifica pragas, doenças e ervas daninhas, tem mais de 130 mil downloads e é o aplicativo mais baixado do agronegócio brasileiro”, conta o diretor.

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Publicado em Economia

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