MILHO

Conab prevê redução na safra de milho em 2016

Crescimento de área plantada do milho safrinha não foi suficiente para recuperar a redução de 6,1% na produção da primeira safra, aponta Conab

Foto: EFE/GABRIELA LARA

A produção brasileira de milho deve ser 1,4% menor em comparação com a safra 2014/2015 segundo estimativa de safra divulgada nesta quainta-feira (10) pela Conab.

A variedade vai ser a única entre os grãos analisados pela Conab a ter redução de safra, com 1,2 milhão de toneladas a menos na safra 2015/2016 em comparação com a safra 2014/2015.

Segundo o comunicado divulgado hoje, “o crescimento de área plantada do milho de segunda safra [safrinha] não foi suficiente para recuperar a redução de 6,1% na produção da primeira, que chegou a 28,2 milhões toneladas”.

A instituição afirma que  houve uma redução de 6,4% na área (395,4 mil hectares) do milho de primeira safra, coberta com o plantio de soja, enquanto que para o safrinha a expectativa é de um pequeno aumento de 1,8% (169,1 mil hectares).

O grão tem tido sucessivos aumentos no mercado nacional pressionado pela elevada demanda do setor de aves e suínos, que vive um momento favorável para a exportação e aumento na produção.

Em fevereiro deste ano, as exportações de carne de frango, incluindo frangos inteiros, cortes, salgados, processados e embutidos, teve alta de 6%, e pressionou os preços da carne no mercado interno, onde a demanda também está elevada.

Além disso, desde o início deste ano a demanda internacional pelo grão brasileiro tem sido fomentada pela desvalorização do real, que torna a produção brasileira mais competitiva no mercado internacional. Com isso, alguns analistas de mercado já defendem que o cenário de preços elevados do grão deve se manter ao longo do ano.

“Não deve ter espaço para uma queda muito grande dos preços do milho [no segundo semestre] como a gente viu em outros anos, quando a safrinha começava a ser colhida e a gente via preços de milho muito baixos. Esse ano a gente espera que a oferta esteja mais restrita, o que deve manter os preços mais elevados, mesmo no caso da produção ser grande”, adiantou a analista de mercado da FCStone, Ana Luiza Lodi em entrevista recente ao EFE Agro.

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Publicado em Agricultura

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