ALIMENTAÇÃO

Cooperativas espanholas propõem estratégias para “práticas rurais comuns”

Comissão Europeia apresentou as principais conclusões sobre o futuro da PAC, após a realização de uma consulta pública.

Foto: EFE/Juan Ignacio Mazzoni

O reequilíbrio da cadeia alimentar, a proteção da renda agrária e o desafio ambiental serão as chaves para o futuro da Política Agrária Comum (PAC) de acordo com as Cooperativas Agro-alimentares, que elaboraram um documento com “10 orientações estratégicas” e propostas.

Por um comunicado, a organização destacou que na semana passada a Comissão Europeia apresentou as principais conclusões sobre o futuro da PAC, após a realização de uma consulta pública realizada em fevereiro.

As cooperativas reiteraram seu compromisso com a necessidade de contar com “uma PAC sólida devidamente dotada desde o ponto de vista do orçamento” e, neste contexto, encontrar o equilíbrio entre os objetivos socioeconômicos e ambientais “será a chave para conseguir um setor competitivo e sustentável que dê viabilidade a agricultores, pecuaristas e às zonas rurais da União Europeia”.

Na publicação com as orientações, as cooperativas requerem “instrumentos capazes de conseguir a sustentabilidade e o desenvolvimento do setor produtor espanhol e europeu” para a próxima década.

Defendem ainda “uma PAC sólida, econômica e comum, que mantenha seu orçamento”, assim como incentivar a integração, dando um papel relevante das Organizações de Produtores, e gerir os mercados para mitigar a volatilidade, prevenir crises e dar maior segurança à renda dos produtores.

Pedem para reforçar os regimes específicos de frutas e hortaliças e vinho; promover um modelo de pagamentos diretos -que prima pela atividade produtiva e tenha em conta a agricultura mediterrânea-; fomentar ajudas associadas, vinculadas a objetivos no mercado; e uma regulamentação europeia de práticas comerciais desleais.

As cooperativas espanholas defendem “a inovação” para lutar contra as mudanças climáticas; a pesquisa em saúde animal e vegetal; medidas de rejuvenescimento do setor e uma maior inclusão da mulher na atividade agrícola.

A seu juízo, o projeto europeu “debe ser reforçado com a integração de um maior número de políticas e a coordenação de mais recursos” e “não debilitando a única política ‘chave’ na construção do mercado único europeu e responsável por alimentar a 500 milhões de cidadãos com produtos saudáveis, de qualidade e a preços razoáveis”.

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