GRIPE AVIÁRIA

Coréia do Sul sacrifica 201 mil aves para deter propagação de gripe aviária

Neste mês, Seul endureceu as suas medidas de quarentena nas fazendas da região sudoeste por causa da recente detecção de casos de gripe aviária

EFE/ Patrick Pleul

As autoridades da Coreia do Sul sacrificaram 201 mil aves na região sudoeste do país asiático para tentar conter a propagação de uma cepa altamente patógena da gripe aviária que está causando estragos nas suas fazendas avícolas.

A Agência de Quarentena para Flora e Fauna da Coreia do Sul (APQA, na sigla em inglês) realizou o sacrifício das aves entre 18 de novembro e sexta-feira passada, após confirmar a cepa H5N6 em quatro instalações em Jeongeup, Gochang e Yeongam, informou a agência sul-coreana “Yonhap”.

Seul endureceu este mês as suas medidas de quarentena nas fazendas da região sudoeste, a que mais cria patos no país, por causa da recente detecção de casos de gripe aviária.

A APQA já ordenou o sacrifício de outras 76 mil no começo de dezembro em cinco fazendas da região após detectar outro caso.

O ministro de Agricultura, Alimentação e Assuntos Rurais sul-coreano, Kim Yung-rok, pediu medidas para desinfetar cada fazenda e deter o mais rápido possível a propagação do vírus.

As variantes altamente patógenas da gripe aviária são aquelas que podem fazer as aves adoecerem gravemente e têm uma alta taxa de mortalidade, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS).

No ano passado, a Coreia do Sul teve que sacrificar mais de 30 milhões de aves para conter o pior surto de gripe aviária que afetou o país.