Exportações

Dilma anuncia ações para recuperar a atividade exportadora do Brasil

A presidenta Dilma anunciou hoje um plano para estimular as exportações do país, com o qual visa reverter o resultado de 2014. Nesta “ofensiva” o Brasil pretende priorizar mercados como os EUA, China, UE e a Aliança do Pacífico.

Foto: EFE/Kevin Dietsch

A presidente brasileira, Dilma Rousseff, anunciou hoje o Plano Nacional de Exportações, para estimular as fragilizadas exportações do país e com o qual visa reverter o resultado de 2014, quando a balança comercial fechou em vermelho pela primeira vez desde 2001.

A “ofensiva” comercial na qual o Brasil se lança contempla como prioridades os mercados dos Estados Unidos, China, União Europeia (UE) e os membros da Aliança do Pacífico (Chile, México, Colômbia e Peru), sem significar uma marginalização dos parceiros do Mercosul, esclareceu a presidente.

Dilma assegurou que a intenção é consolidar os mercados nos quais o Brasil já está presente, caso dos membros do Mercosul (Argentina, Uruguai, Paraguai e Venezuela) e outros países da América Latina, e ampliar os horizontes com o intuito de fortalecer a presença dos produtos e serviços do Brasil.

Segundo admitiu Dilma, as estratégias do comércio brasileiro foram “revisadas” em boa medida devido à conclusão do chamado “ciclo de super-preços” das matérias-primas, que constituem a maior parte da oferta exportadora do país.

Segundo admitiu Dilma, as estratégias do comércio brasileiro foram “revisadas” em boa medida devido à conclusão do chamado “ciclo de super-preços” das matérias-primas, que constituem a maior parte da oferta exportadora do país.

A queda dos preços internacionais das matérias-primas foi um dos fatores que levou a balança comercial do Brasil a fechar 2014 no vermelho pela primeira vez em quatorze anos, com um déficit de 3.930 milhões de dólares.

A presidente sustentou que a diversificação do comércio também vai reforçar outros planos do governo para recuperar à maltratada economia nacional, que este ano tem previsão de contração de pelo menos 1,2%.

Também ressaltou que procura reforçar a presença do Brasil na lista de grandes exportadores mundiais, na qual atualmente ocupa o 27º lugar, apesar de ser a sétima maior economia do planeta.

Segundo dados apresentados durante o anúncio, o Brasil tem uma participação de apenas 2,2% no comércio mundial, que cai pra 0,7% se se considerarem só bens manufaturados.

Nesse sentido, Dilma assegurou que a promoção dos produtos brasileiros no mundo também incluirá medidas para fortalecer os processos de aquisição de tecnologias que permitam agregar valor às exportações do país.

Os detalhes do plano foram explicados no próprio ato pelo ministro de Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Armando Monteiro, que detalhou que está apoiado em cinco grandes pilares: acesso a mercados, promoção comercial, facilitação de comércio, financiamento e aperfeiçoamento de mecanismos tributários.

Também buscará construir medidas para reduzir a pesada burocracia que os exportadores brasileiros  enfrentam atualmente , tanto na hora de enviar seus produtos ao exterior como no momento de trazer ao país seus lucros.

De acordo com Monteiro, o “Brasil precisa dar uma prioridade maior ao comércio exterior”, setor que deve fazer parte de “uma estratégia permanente para o desenvolvimento”.

O ministro defendeu também que o “Brasil tem que integrar-se com todas as regiões e especialmente com aquelas que têm mais dinamismo”, entre as quais citou a UE, reiterando que o Mercosul se propõe trocar ofertas para um acordo comercial antes do fim do ano.

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