EQUINOS

Doença equina identificada no Brasil põe Uruguai em alerta

Doença tem como sintomas um corrimento viscoso nas narinas no animal, além da presença de nódulos

Foto: EFE/LEONARDO MUÑOZ

O governo do Uruguai informou nesta quarta-feira que reforçou as medidas de vigilância epidemiológica para diminuir o risco de introdução no país do mormo equino, doença que pode ser transmissível ao homem e que foi detectada na cidade brasileira de Quaraí, na fronteira com o Uruguai.

Causada pela bactéria Burkholderia mallei, a doença tem como sintomas um corrimento viscoso nas narinas no animal, além da presença de nódulos subcutâneos nas mucosas nasais, nos pulmões, gânglios linfáticos e pneumonia.

O Ministério de Pecuária, Agricultura e Pesca do Uruguai expressou em comunicado que se mantêm as medidas que proíbem atividades de circulação e concentração de equinos em um raio de 50 quilômetros a partir da fronteira com o Brasil, assim como o controle dos movimentos nos estabelecimentos que abrigam equinos, com destino a revenda e trabalhos.

Por outro lado, o Ministério assinalou que continua a troca de informação entre as autoridades sanitárias de ambos países e o estudo na circulação de animais para otimizar a vigilância sanitária na região.

O coordenador e assessor da Direção Geral dos Serviços Criadores de Gado, José Gallero, garantiu que se está trabalho de forma coordenada para manter a condição sanitária do país atendendo toda suspeita fundada de mormo.

Sobre o caso positivo da doença em animais de Quaraí, Gallero informou que este vinha sendo estudado há algum tempo pelas autoridades sanitárias desse país.

Desde 2015 se realizaram cerca de 2.000 movimentos de equinos da região de fronteira ao resto do país, que foram submetidos a testes de maleína, com resultados negativos em todos os casos.

Além disso, no marco das medidas de vigilância, amostras de sangue enviadas ao laboratório do Serviço Nacional de Saúde e Qualidade Agroalimentar da República Argentina também resultaram negativas.

Marcados com: , , ,
Publicado em Sem categoria

Twitter: efeagrobrasil