SOJA

Dólar deve impactar custos e margens de lucro da próxima safra, avalia CESB

Consultor do CESB explica que na atual safra os insumos foram comprados com o dólar em patamares relativamente baixos, o que pode não se repetir em 2016

Foto: EFE/Gustavo Ercole

A alta do dólar próximo do período de comrpa de insumos para o plantio da safra 2016/2017 dos principais cultivos brasileiros gera preocupação quanto às expectatias de margem de lucro e expansão da plantio de soja no país,  prevê o Comitê Estratégico Soja Brasil – CESB.

De acordo com a organização formada por profissionais e pesquisadores de diversas áreas ligadas à sojicultura, “com o dólar próximo de R$ 3,90, alto custo de produção e insegurança na política econômica brasileira, agricultores frearam projetos de expansão da produção na safra de soja, mas o impacto será ainda maior no ciclo seguinte”.

O consultor  do CESB, Daniel Glat, explica que na atual safra os insumos foram comprados com o dólar em patamares relativamente baixos, favorecendo o produtor tempos depois, quando o câmbio alavancou as margens obtidas com a exportação do grão.

“Quando a gente observa a próxima safra, vamos comprar os insumos com o dólar a R$ 3,90. O grande risco é de que na hora de vender a soja o câmbio volte a R$3,50, gerando o efeito contrário ao da safra de 2015”, explica Glat ao ressaltar que é impossível uma previsbilidade do câmbio nos próximos meses.

Com um cenário em que o custo de produção tende a ficar mais caro, o consultor do CESB explica que a demanda por crédito deve aumentar justamente em um cenário de retração econômica, altas na taxas de juros e restrição de crédito.

“Isso gera uma paralisia no setor. Todo mundo demora pra decidir o que vai fazer e o que vai comprar, que é o que acho que vamos observar no próximo ano, com a situação econômica brasileira e de pagamentos não ideal, gerando mais aperto no crédito e dificuldades no futuro”, ressalta o consultor ao avaliar que a próxima safra de soja no país é uma “incógnita”. “Apostaria numa área estável ou atá um pouco menor”, revela.

De acordo com as orientações de Glat, o momento atual é de cautela por parte do produtor “até mesmo porque em muitas regiões do país a safra não começou da melhor maneira. Tem muita chuva do Paraná para baixo e muita seca no Brasil central. Na média, a safra de soja não começou bem”, avalia.

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