EL NIÑO

Efeitos do El Niño duplicaram a insegurança alimentar no Haiti

Haitianos sofrem pelo terceiro ano consecutivo o impacto da seca

Foto: EFE/Orlando Barría

A seca provocada no Haiti por conta do fenômeno El Niño duplicou a insegurança aliementar nos últimos seis meses no país segundo contatou o Programa Mundial de Alimentos (PMA), um dos principais braços humanitários da ONU.

O organismo precisou que agora 3,6 milhões de haitianos sofrem de insegurança alimentar e que a metade deles apresentavam quadros severos de subnutrição.

Estima-se que em algumas zonas do Haiti,  70% dos residentes sofre de crise de fome e que em algumas comunidades a desnutrição chegou a níveis de emergência.

O El Niño, particularmente intenso nesta temporada, aguçou a pobreza e a crise de fome entre os haitianos, que sofrem pelo terceiro ano consecutivo o impacto da seca, com quedas de até 70% nas safras de 2015.

A situação é ainda mais preocupante se considerado que metade da mão-de-obra no Haiti depende da agricultura e 70% da população vive com menos de dois dólares diários.

“Se não chover na primavera deste ano os agricultores perderão as colheitas das quais dependem para a alimentação de suas famílias pela quarta vez consecutiva”, comentou a representante do PMA no Haiti, Wendy Bigham.

O organismo planeja cobrir as necessidades mais urgentes de um milhão de pessoas mediante a distribuição de rações alimentares e dinheiro em troca de trabalho em projetos de conservação de solos e de gestão de vertentes, para o quais pretende arrecadar 84 milhões de dólares.

Desde novembro e em parceria com o governo, o PMA distribuiu rações a cerca de 120 mil pessoas para dois meses.

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Publicado em Economia

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