EL NIÑO

El Niño deve acabar em maio, afirma estudo colombiano

El Niño causa intensa seca na região norte do continente como viveu a Colômbia e o nordeste brasileiro nos últimos meses

Foto: EFE/Francis R. Malasig

O fenômeno meteorológico El Niño está perdendo a força rapidamente e chegará ao fim durante maio segundo prognóstico do Instituto de Hidrologia, Meteorologia e Estudos Ambientais da Colômbia (Ideam)

Segundo o Instituto, “as águas quentes da superfície diminuíram e o vento do oeste (normal do El Niño) se encotnra próximo de uma situação neutra”

As águas quentes na superfície do Oceano Pacífico são o que alimenta o El Niño e diminuíram recentemente, tendência que se manterá nas próximas quatro semanas levando a crer que “o fim do El Niño seja regitrado durante o mês de maio”.

O El Niño afeta o clima em todo o planeta e caracteriza-se por temperaturas elevadas  na superfície do Oceano Pacífico, em especial na costa sulamericana.

A variação climática causa uma intensa seca na região norte do continente como viveu a Colômbia e o nordeste brasileiro nos últimos meses, comprometendo parte da safra de grãos na região do Matopiba, composta pelos Estados de Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia.

No Tocantins, por exemplo, estima-se que a estiagem já tenha provocado a perda de 670 mil toneladas de soja e 420 mil toneladas de milho.

Na Colômbia, o fenômeno gerou incêndios florestais, morte de milhares de animaise grandes perdas para a agricultura também, além de ter colocado o país à beira de um apagão por causa da redução no nível de água nos reservatórios das hidrelétricas.

O Ideam lembra que a condição observada pode variar pois a “probabilidade de um esfriamento” está cogitada até o último trimestre de 2016 com a chegada do La Niña, segundo o último informe do Instituto Internacional de Pesquisa do Clima e da Sociedade (IRI), citado pela entidade colombiana.

Como consequência, a Administração do Oceano e da Atmosfera dos Estados Unidos (NOAA, na sigla em inglês) aconselha uma série de medidas de vigilância para o La Niña no segundo semestre do ano.

O Ideam esclarece, no entanto, que nesta época do ano há “a mais alta incerteza de previsão, situação conhecida como “barreira da primavera”, pelo qual não se pode assegurar que após o El Niño virá o La Niña, caracterizado por chuvas torrenciais no norte do continente.

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Publicado em Meio ambiente e Tecnologia