DEFENSIVOS

El Niño e La Niña requerem atenção na aplicação de defensivos

Produtor pode ter prejuízos se não realizar a aplicação dos defensivos no momento correto

A ocorrência de eventos climáticos mais extremos como El Niño este ano e o La Niña (que se sucede ao período de aquecimento das águas do pacífico), fazem com que o produtor precise ter mais cuidado na hora de aplicar defensivos agrícolas, explicou hoje ao EFE Agro o engenheiro agrônomo da Bayer, Everson Zin.

“A volta da chuva requer mais atenção do produtor  provavelmente pra controlar mais doenças. Pegando o exemplo do norte e do sul do país, se confirmado o la niña, eu preciso me preparar pra um cenário diferente no norte, onde haveria chuvas mais abundantes com doenças mais frequentes, enquanto no centro-sul, o tempo mais seco torna a região mais suscetível a pragas” explicou Zin.

O La Niña é caracterizado por uma cenário climático inverso ao do el Niño, que nos últimos meses gerou secas intensas no norte do país e chuvas torrenciais no sul, prejudicando safras em Santa Catarina e Rio Grande do Sul.

Sem a aplicação correta, Zin lembra que o produtor pode ter prejuízos, já que “não importa ter o melhor produto, se o produtor não fizer a aplicação no momento certo ele vai precisar usar mais produto e com um custo maior”.

“O grande ponto é que quando usar no momento certo, nas doses certas, significa dizer que houve estudos de que não há risco para o ambiente nem para o consumidor”, destaca Zin.

O momento certo, ele lembra, está relacionado àqueles em que não há chuva ou muito sol, para evitar a dispersão do produto pela presença da água da chuva ou pela evaporação com o excesso de calor.

“A gente tem observado no campo que ainda há um espaço  muito grande para melhorar as aplicações. Hoje, talvez metade das aplicações independentes para controle de doenças ou pragas não seja feita da maneira correta”, estima o gerente de marketing estratégico da Bayer.

Com isso, o país perde em produtividade, já que em anos em que há maior precipitação, há uma maior incidência de doenças, enquanto em períodos de maior seca, uma maior incidência de pragas, sendo preciso alternar as aplicações de inseticida e de controle de doenças de acordo com o cenário climático.

“Entender esses cenários e  o momento correto de fazer o manejo em cada um deles é o  ponto que estamos tratando há dois anos com várias iniciativas porque produtos para ambos os cenários todas as empresas possuem, mas se eles não forem aplicados no momento certo, haverá proliferação de doenças o ano inteiro”, conclui o executivo da Bayer.

Publicado em Agricultura

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