MERCOSUL-UE

Espanha diz que é a vez dos europeus terem reservas com o Mercosul

Ministro espanhol interino das Relações Exteriores, José Manuel García-Margallo, lembrou que 14 países europeus têm reservas ao acordo entre Mercosul e UE

Ministro espanhol de assuntos exteriores, José Manuel García-Margallo - Foto: EFE/Julien Warnand

O ministro espanhol das Relações Exteriores e Cooperação interino, José Manuel García-Margallo, afirmou nesta segunda-feira (18) que após superarados os impedimentos apresentados pelos países do Mercosul na negociação de um acordo de associação com a União Europeia (UE), são agora países europeus que apresentam reservas.

García-Margallo afirmou em entrevista coletiva durante um conselho de ministros das Relações Exteriores da UE que em uma das sessões de trabalho foi abordado o estado das negociações com quatro países do Mercosul (Brasil, Argentina, Uruguai e Paraguai).

O espanhol lembrou que até há pouco tempo havia “reservas” por parte dos governos da Argentina e Brasil de “abrir” seus mercados na negociação com a UE.

Por outro lado, considerou que “agora as dificuldades vêm do lado europeu”, e acrescentou que até “14 países da UE têm algumas reservas” na negociação.

O ministro espanhol ressaltou que a Espanha “tem enorme interesse para que a negociação aconteça da maneira mais rápida possível” e lembrou que “somos segundos investidores nessa região”.

A UE e o Mercosul se comprometeram a efetuar uma troca inicial de ofertas na segunda semana de maio para desbloquear negociações estagnadas no capítulo econômico do acordo de associação, que iniciaram em 1999 e sofreram uma paralisação de seis anos em 2004.

Na semana passada, 13 países europeus, entre os quais figuram França, Áustria e Grécia, pediram à União Europeia que exclua os produtos agrícolas “sensíveis”, como os lácteos e as carnes, dos futuros intercâmbios de ofertas com o Mercosul, ao opinar que sua inclusão teria efeitos negativos.

O assunto foi tratado no marco de um conselho de ministros europeus de Agricultura, a pedido da Áustria, Chipre, Estônia, França, Grécia, Hungria, Irlanda, Letônia, Lituânia, Luxemburgo, Polônia, Romênia e Eslovênia

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Publicado em Economia

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