BREXIT

Especialistas apontam em Brexit oportunidade de crescimento para o Brasil

Após o Brexit, vê-se o fim das barreiras impostas pela UE e o país poderia negociar diretamente com a Grã-Bretanha o oferecimento de produtos agropecuários

(Foto: EFE/Sean Dempsey)

Com a aprovação do referendo pela saída do Reino Unido da União Europeia, o mercado internacional se encontrou entre incertezas nas negociações com as terras da rainha. O Brexit, como é chamado o movimento separatista, seria uma “oportunidade de crescimento” para o Brasil. Com o fim das barreiras impostas pela UE, o país poderia negociar diretamente com a Grã-Bretanha o oferecimento de produtos agropecuários.

O Reino Unido recebe hoje apenas 1,5% das exportações brasileiras e o produtor brasileiro enfrenta dificuldades de negociação para a venda de carnes, açúcar e etanol a esta região. Tais mercadorias, para ocuparem o mercado europeu, devem ser aprovados por uma comissão com rígidos critérios de seleção, além de enfrentar um regime de cotas, o que impede a livre oferta dos produtos.

“Com a queda destas barreiras, exportaremos e importaremos mais do Reino Unido, país que tem forte presença no Brasil, em companhias com sede no país”, disse Roberto da Fonseca, presidente do Conselho Empresarial da América Latina, em um encontro de empresários organizado pela Câmara Americana de Comércio (AmCham) em São Paulo.

Para o presidente, o gigante latino-americano “ganha” ao adquirir conhecimento na área de serviços financeiros e consultoria, as quais creditou o Reino Unido como “campeão mundial de exportação” desta força de trabalho.

O encarregado de negócios da embaixada britânica de Brasília, Wasim Mir, defendeu que a decisão de separação foi “democrática” e que seu país tem tradição nesta forma de atuação política. Para o diplomata, esta é uma maneira encontrada pelos britânicos para começar alguma negociação com a União Europeia, mas alertou que o Brexit não ocorrerá de uma hora para a outra e até então a Grã-Bretanha segue parte da zona.

Mir justificou as oscilações cambiais e nos mercados internacionais por conta do cenário de incertezas, mas as vê com otimismo. “Incertezas são sempre oportunidades. Estamos abertos aos negócios . Queremos seguir negociando”, destacou o diplomata.

O encarregado de negócios destacou o Brasil e países membros da Commonwealth (entre eles, Canadá, Australia, Índia e Moçambique) como possíveis mercados de interesse dos esforços britânicos.

“A Grã-Bretanha é capaz de florescer fora da União Europeia, mas ainda não podemos esquecer que seguimos fazendo parte do G7 e do G20, além do Conselho de Segurança da ONU”, finalizou Mir.

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