PRODUÇÃO

Estoque privado de arroz é superior a 400 mil toneladas

O levantamento foi realizado em estabelecimentos localizados nas regiões produtoras dos Estados do Rio Grande do Sul e Santa Catarina, incluindo unidades armazenadoras e indústrias de beneficiamento.

Foto: EFE/BARBARA WALTON

volume do arroz estocado por empresas privadas no Brasil até o último dia de fevereiro deste ano era de 408 mil toneladas. Deste, total 357,61 mil toneladas são correspondentes ao arroz em casca e 34,29 mil toneladas são de arroz beneficiado, com equivalente em casca de 50,41 mil toneladas. É o que revela a Pesquisa de Estoques Privados de Arroz, realizada pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) e divulgada nesta sexta-feira (9).

A estocagem tem sido uma prática comum entre os produtores neste primeiro semestre, isto porque, depois de uma colheita de safra 2016-2017 positiva, a instabilidade das chuvas e secas e a político-econômica têm feito os agricultores “guardarem” a colheita para vender por preços melhores em outro momento no país.

O valor declarado neste ano é 52,83% inferior ao informado em 2016, quando o estoque privado registrado foi de 864,99 mil/t. Ao todo, foram enviados boletins para 2.446 unidades participantes, sendo  2.212 para o Rio Grande do Sul e 234 para Santa Catarina. A taxa de resposta neste ano ficou em 12%.

Durante a pesquisa, foi realizada uma vistoria pela equipe da Conab entre os dias 13 e 24 de março em 68 unidades armazenadoras participantes do levantamento, que informaram 261 mil toneladas de arroz em casca e 28 mil de arroz beneficiado, percentual equivalente a 73% e 82%, respectivamente, do total da pesquisa.

O levantamento foi realizado em estabelecimentos localizados nas regiões produtoras dos Estados do Rio Grande do Sul e Santa Catarina, incluindo unidades armazenadoras e indústrias de beneficiamento.

A pesquisa é realizada anualmente e contribui com o planejamento governamental e o fomento da produção e da produtividade agrícola, além da regularidade do abastecimento alimentar.

Publicado em Agricultura

Twitter: efeagrobrasil