ETANOL

Mesmo sem competitividade, etanol inicia 2016 com demanda firme

Em 2015, consumo de etanol teve alta de 37,2%

Foto: EFE/ Marcelo Sayão

Mesmo perdendo para a gasolina comum em termos de custo-benefício em todo o país, o etanol segue com demanda firme segundo anaálise realizada nesta manhã pela consultoria DATAGRO.

De acordo com os números analisados pelo presidente da consultoria, Plínio Nastari, o consumo de etanol chegou a 1,35 bilhões de litros em fevereiro deste ano, número considerado uma “surpresa” por Nastari.

“É uma surpresa porque na última saída de etanol compilada pela UNICA era de 1,4 bilhão de litros. Isso significa que os estoques das distribuidoras, que geralmente é de 3 a 4 dias, ficou reduzido”, explicou Nastari.

No total, em 2015, o consumo de etanol hidratado atingiu 17,82 bilhões de litros, representando um aumento de 37,2% em relação a 2014.

Com isso, a participação do etanol (anidro e hidratado) em gasolina equivalente voltou ao patamar de 42% após ter caído de 45% em 2009 para 30% em 2012, quando perdia competitividade para a gasolina diante da política de preços da Petrobrás.

Além disso, a consultoria destacou ainda o aumento no consumo de etanol nos Estados de MG e GO, onde houve a implementação de políticas de redução de tributos para esse combustível.

Em MG, o consumo da ordem de 0,7 bilhão de litros em 2014 para 1,8 bilhão de litros em 2015, enquanto em GO o consumo passou de 0,9 bilhão de litros em 2014 para 1,2 bilhão de litros em 2015.

No total, o consumo de etanol (anidro e hidratado) chegou a 28,8 bilhões de litros em 2015 ante 24,1 bilhões de litros em 2014.

Com isso, as estimativas de estoque realizadas pela DATAGRO devem encerrar março de 2016 com 830 milhões de litros de etanol anidro e 300 milhões de litros de etanol hidratado, abaixo dos 1,2 bilhão de litros observados em 2014 para cada modalidade do combustível respectivamente.

Com a queda nos estoques, a consultoria não descarta um possível aumento nas importações brasileiras de etanol estimadas em cerca de 200 mil litros de etanol entre início de janeiro e final de março.

“Devemos assistir importações em fevereiro e março, mas isso é normal e reflete extamente a necessidade de improtação pela resiliência do consumo de etanol que está se mantendo por uma decisão do consumidor embora a relação de preço tenha ficado mais favoravel para gasolina”, concluiu Nastari.

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Publicado em Agricultura

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