MERCOSUL

Exportações agrícolas do Brasil devem aumentar 20% após acordo entre Mercosul e UE

As exportações do setor agrícola brasileiro deverão aumentar 20% caso se concretize o acordo comercial entre o Mercosul e a União Europeia (UE).

Foto: EFE/Wu Hong

As exportações do setor agrícola brasileiro deverão aumentar 20% caso se concretize o acordo comercial entre o Mercosul e a União Europeia (UE), segundo um estudo citado hoje em São Paulo pela ministra de Agricultura, Katia Abreu.

“Vamos intercambiar ofertas no último trimestre, isso deverá variar entre outubro e novembro, mas estamos trabalhando para que essa troca seja feita no final de outubro”, comentou Abreu sobre as negociações do processo de associação entre os dois blocos, após inaugurar o Salão Internacional de Avicultura e Suinocultura (SIAVS).

Para Abreu, um acordo entre o bloco integrado pelo Brasil, Argentina, Paraguai, Uruguai e Venezuela, “muda as expectativas do país e aumenta muito mais as expectativas da agroindústria e de todos os setores”.

No caso específico da agroindústria, Abreu citou um estudo da Fundação Getúlio Vargas (FGV) que prevê, a partir da consolidação do acordo, “um aumento do 20% das exportações do setor. Só de carne bovina deverá aumentar em 15%”.

“Estamos muito otimistas que esse acordo deverá sair nos próximos meses. Agora depende da União Europeia. Nossa oferta está praticamente pronta. Faltavam alguns percentuais para  e dividimos a oferta com os países e cada um está se articulando”, explicou a ministra.

No entanto, Abreu apontou a necessidade de “um prazo maior para os lácteos, os vinhos e o cacau”, a fim de conseguir assim 90 % de produtos livres de tarifas.

“De parte da indústria brasileira há algumas restrições, mas não significa que esses setores não poderão vender, significa que necessitaremos de um tempo maior para que esses setores possam melhorar seu desempenho para fazer um livre-comércio amplo”, relatou.

Para a titular da pasta agrícola do país, “um dia vamos chegar a 100% (no acordo com a UE) e esse é o caminho de um livre-comércio. Na agricultura não temos quase nenhum problema e temos condições de competir com quase todos os produtos europeus”.

Nesse sentido, Abreu também manifestou a necessidade de avançar em um acordo sanitário e fitossanitário regulador que permita dar “um passo a mais para melhorar” as relações comerciais entre a UE e o Mercosul.

Abreu participou junto com o ministro de Portos, Edinho Araujo, e os governadores dos estados de Goiás, Marconi Perillo; Paraná , Beto Richa; Mato Grosso do Sul, Reinaldo Azambuja, e São Paulo (sudeste), Geraldo Alckmin, na abertura do SIAVS.

O encontro reúne durante dois dias em São Paulo representantes de governos, produtores, técnicos e compradores de 21 países.

O ex-ministro de Agricultura e presidente da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), Francisco Turra, lembrou que o Brasil é o terceiro produtor e maior exportador de carne de frango em nível mundial, além de ficar como quarto na produção suína.

As exportações brasileiras de ambos setores somam 30 bilhões de dólares, de acordo com a ABPA.

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Publicado em Economia

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