Cuba

FAO dará assistência a Cuba para recuperação agrícola e pesqueira

Objetivo é minimizar os danos do furacão Irma e acelerar a recuperação do país

EFE/Alejandro Ernesto

A Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO) destinará recursos de emergência para a reabilitação da produção agrícola e pesqueira de Cuba, em virtude dos estragos provocados pela furacão Irma na ilha caribenha.

A representação do órgão da ONU em Havana detalhou em um comunicado que colocou em operação seu Fundo Especial para Atividades de Emergência e Reabilitação (SFERA), que conta com o aporte de 300 mil dólares do governo da Bélgica.

A contribuição belga é a primeira recebida pela FAO que será destinada a  um plano da entidade, cujo objetivo é arrecadar 7 milhões de dólares para recuperar sistemas produtivos nos setores agrícola, pecuário e pesqueiro, incentivando o manejo correto de recursos naturais, como solo e água.

Para a coordenação do processo, a FAO enviará a Havana um técnico do escritório sub-regional da organização, que ajudará na distribuição de equipes e insumos, de acordo com o sistema montado pela ONU ante o impacto desastroso do furacão Irma em Cuba.

A FAO destacou que seu apoio será inicialmente destinado a repor a cobertura de unidades produtoras de ovos, carne suína e culturas de ciclo rápido, a fim de acelerar a produção de alimentos.

Além disso, a instituição disponibilizará técnicos e peças de reposição de sistemas de irrigação, fertilizantes e herbicidas, motosserras e equipamentos – para agilizar o acesso às unidades produtivas, bem como a reparação de barcos pesqueiros e tanques de criação de peixes.

Dados preliminares divulgados na última sexta-feira, pelo Ministério da Agricultura cubano, sobre os efeitos do furacão, projetam os danos do fenômeno a mais de 50 mil hectares de culturas como banana, arroz e milho, além de cerca de 300 mil hectares de cana-de-açúcar.

O anúncio também aponta as falhas na rede de pomares intensivos e agricultura urbana e suburbana da ilha, importantes fontes de hortaliças e vegetais frescos para o abastecimento da população.

Da mesma forma, o relatório mostra danos à infraestrutura agropecuária, onde cerca de 300 sistemas de irrigação foram danificados e mais de 250 mil m² de cobertura de granjas e chiqueiros foram destruídos. Deteriorações também foram registradas em currais, usinas de açúcar, moinhos de arroz, depósitos de sementes e de armazenamento.

Representantes de organismos das Nações Unidas em Cuba, como PNUD, FAO, PMA e Unicef, se reuniram esta semana para coordenar uma estratégia de assistência às zonas mais afetadas pela passagem do furacão.

A chegada do Irma a Cuba deixou um saldo de dez mortos, mais de 1,7 milhão de deslocados – dos quais 26 mil permanecem desabrigados – , além de danos incalculáveis pela penetração do mar na costa norte do país, atingindo várias cidades.

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Publicado em Agricultura

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