FOME

Fome cresce de novo no mundo por conta de conflitos e desastres

Entre os continentes, quase 520 milhões de pessoas não tinham o suficiente para se alimentar em 2016 na Ásia; 243 milhões na África e 42,5 milhões na América Latina e Caribe.

Foto: EFE/Gustavo Amador

A fome cresceu em 2016, pela primeira vez desde 2003, chegando a 815 milhões de pessoas, a maioria delas em países que sofreram conflitos e desastres naturais relacionados com o clima.

As agências da ONU para alimentação com sede em Roma apresentaram hoje, junto com a Organização Mundial da Saúde (OMS) e o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), os mais recentes números sobre o a situação mundial da segurança alimentícia e a nutrição.

O relatório destacou que, após mais de uma década de avanços na luta contra a fome, no ano passado o número de famintos aumentou em 38 milhões de pessoas a com relação a 2015 o que equivale a 11% da população mundial, voltando a níveis de 2012.

Com isso, se confirmadas as estimativas preliminares, a comunidade internacional se afastaria de um dos objetivos propostos há dois anos para 2030, a erradicação da fome e da desnutrição.

O diretor-geral do braço da ONU para a Alimentação e a Agricultura (FAO), José Graziano da Silva, apontou em uma conferência que a segurança alimentar se deteriorou principalmente na África subsaariana e em distintas partes da Ásia pelo impacto dos conflitos, muitas vezes combinado com secas e inundações.

Também mencionou que, em alguns países em paz como alguns da América do Sul, o auge da fome esteve relacionado com a desaceleração da economia, que diminuiu recursos aos governos, reduziu os salários mínimos e as redes de proteção social.

Entre os continentes, quase 520 milhões de pessoas não tinham o suficiente para se alimentar em 2016 na Ásia; 243 milhões na África e 42,5 milhões na América Latina e Caribe.

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