PRAGAS

Fundecitrus disponibiliza sistema online de previsão de podridão floral

Podridão floral pode reduzir a produção em até 80%. Causada pelo fungo Colletotrichum spp., ela afeta as flores e causa queda precoce de frutos jovens

(Foto: Reprodução/Fundecitrus)

O Fundo de Defesa da Citricultura (Fundecitrus) disponibilizou aos citricultores, nesta quarta-feira (15), um sistema online para a previsão de podridão floral (praga conhecida como “estrelinha”), causada pelo fungo Colletotrichum spp. e que afeta as flores e causa queda precoce de frutos jovens.

O sistema informa o risco imediato ou em até três dias de ocorrência da doença com base em dados de temperatura e molhamento que estimam a germinação de esporos do fungo.
“As informações ajudam o citricultor a realizar as aplicações de fungicida no momento correto, evitando pulverizações desnecessárias. Os testes feitos no campo, nas últimas safras que foram mais secas, mostraram que foi possível reduzir as aplicações em mais de 75%”, afirma em nota a entidade.

O citricultor que quiser participar deve possuir uma estação meteorológica ou estar próximo até cinco quilômetros de alguma estação do Fundecitrus. Os produtores cadastrados recebem avisos por SMS ou e-mail sobre os riscos de ocorrência da doença e a indicação de pulverização.

“As aplicações para podridão floral devem ser realizadas sempre de forma preventiva, antes do início das chuvas, mas se o molhamento das plantas se prolongar por 48 horas consecutivas, o sistema indicará necessidade de reaplicação do fungicida. Dessa forma, pulverizações desnecessárias são evitadas, tornando o controle da doença mais sustentável, uma vez que reduz o número de aplicações em anos mais secos e direciona as pulverizações para os momentos mais críticos em anos chuvosos, reduzindo os custos de produção e mantendo o controle eficiente da doença”, explica o pesquisador do Fundecitrus Geraldo José da Silva Junior.

As perdas provocadas pela podridão floral variam em função da quantidade e distribuição de chuvas durante o período de florescimento. Em casos extremos, ela pode causar redução de até 80% na produção. No estado de São Paulo, os maiores prejuízos foram registrados no final da década de 70, no início dos anos 90 e na safra referente ao florescimento de 2009.

Desenvolvido em parceria com a Escola Superior de Agricultura “Luiz de Queiroz” (Esalq/USP), a Universidade da Flórida e o Centro de Previsão de Tempo e Estudos Climáticos do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (CPTEC/INPE), o programa está disponível no link (http://pfc.ensoag.com/). Também é possível acessar um tutorial que explica o funcionamento do sistema no canal do youtube do Fundecitrus (https://youtu.be/8Q5fBlf6Clo). Mais informações podem ser obtidas pelo telefone 0800 112155.

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Publicado em Agricultura

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