CENSO AGRO

Georreferenciamento é aposta para garantir melhor coleta em Censo Agro

Estão mapeados cerca de 5,3 milhões de estabelecimentos agropecuários, mais de quatro mil municípios com estabelecimentos pré-cadastrados em quase de 110 mil setores. Serão 1376 postos de coleta.

Foto: EFE Marcos Méndez

A partir de outubro, produtores e trabalhadores rurais serão procurados para participar da coleta de dados do Censo Agro do Instituto Brasileiro de Geografia Estatística (IBGE), que este ano irá utilizar georreferenciamento no levantamento de informações sobre a agropecuária nacional.

Nos setores rurais, cada agente de coleta vai ter acesso a ferramentas para registrar em um mapa digital a posição em que se encontram as propriedades rurais a fim de garantir uma maior precisão da marcação dos territórios rurais e, consequentemente, dados da produção agrícola, extração vegetal, novos cultivos, criação de animais, segurança alimentar, de mão de obra, mecanização das lavouras, e transformação de produtos.

O lançamento da pesquisa nacional aconteceu hoje, na Secretaria de Agricultura e Abastecimento de São Paulo com o desafio de atingir maior parte da sociedade, como informaram representantes envolvidos no Censo.

Lançamento do Censo Agro 2017. EFE/Isadora Camargo

Também serão coletadas questões de preservação ambiental e sustentabilidade, que, segundo os gestores do Censo, será uma forma de conscientizar produtores localizados em áreas mais afastadas e sem acesso à internet, por exemplo.

Para o secretário adjunto da pasta de Agricultura e Abastecimento de São Paulo, Rubens Naman Rizek Junior, o setor impulsiona a economia e leva vantagem mesmo em momento de instabilidade política e econômica. O Censo, neste ponto, irá contribuir para a conscientização dos trabalhadores rurais.

“Na hora de tomar decisões, a indústria não está investindo no Brasil, pois o país está com dificuldades de apresentar um cenário de segurança, estabilidade. Já no agronegócio, o país tem vantagens”, explicou.

“Com os resultados, o desafio será como levar renda para o Campo”, acrescentou.

Coleta

Os dados serão coletados através de preenchimento de questionário no computador de mão, sobre o total de estabelecimentos e o que produzem, total de mão de obra, caracterização do produtor, entre outros.

Vereadores brasileiros também terão papel fundamental localmente para que o Censo chegue ao trabalhador rural, principalmente àqueles que não tiveram acesso ainda a este tipo de levantamento.

A coleta termina em fevereiro de 2018 e os resultados brutos em junho do próximo ano. Agora, os dados finalizados só serão divulgados em dezembro de 2019.

Mudanças

De acordo com o coordenador técnico do Censo Agro em São Paulo, Vando Paz, haverá uma simplificação do processo de coleta de dados – questionário mais curto e menos detalhado. Apesar da corte de verba para a realização do Censo (de 1,7 bi para 720 milhões), foi uma escolha metodológica trabalhar em menos tempo e de maneira mais informatizada, sendo as tecnologias “ferramentas importantes” para garantir a eficácia dos procedimentos de trabalho dos agentes.

No total, serão 26 mil funcionários temporários espalhados pelo país, dois mil funcionários fixos para o Censo.

Números do Censo Brasil

Estão mapeados cerca de 5,3 milhões de estabelecimentos agropecuários, mais de quatro mil municípios com estabelecimentos pré-cadastrados em quase de 110 mil setores. Serão 1376 postos de coleta.

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