CARNE BOVINA

Hábitos de consumo e exportação devem favorecer pecuária em 2016

Apesar da economia desfavorável, as vendas para o exterior e o padrão de consumo dos brasileiros deve conservar a pecuária em patamar semelhante ao de 2015

Apesar da manutenção dos preços altos para a carne bovina, em decorrência das más perspectivas econômicas brasileiras, a pecuária deve seguir em alta no ano de 2016. Ao menos, é nisso que apostam os especialistas do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (CEPEA), da Esalq-USP.

“De forma agregada, mesmo com vários indicadores econômicos apontando dificuldades para o consumidor, o volume demandado no País pode se manter em relativo equilíbrio com o do ano passado”, afirma o relatório da instituição, divulgado nesta terça-feira (12/01).

O que explica este comportamento, segundo o Cepea, são dois fatores: os hábitos de consumo e as exportações de carne. “Com a renda menor, a demanda por proteínas mais baratas que a bovina pode aumentar, mas situações passadas e estudos econômicos evidenciam a versatilidade da própria carne bovina para se manter presente nas refeições”, especulam eles.

A respeito das vendas para o exterior, os pesquisadores fundamentam que a melhora na economia europeia, o crescimento econômico dos Estados Unidos e a reabertura da China para a carne brasileira serão favoráveis para a pecuária nacional. O que poderia dificultar seriam as dificuldades enfrentadas por Rússia e Venezuela

A mesma perspectiva se aplica à carne suína: com a baixa demanda interna, as exportações devem sustentar este tipo de cultura. Projeções do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) estimam que os embarques brasileiros de carne suína devem crescer 2,7% em 2016, percentual semelhante ao que espera a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) tanto para as exportações como para a produção nacional, que gira em torno de 2% e 3%.

“Num ano como este, em que as tradicionais incertezas parecem ser ainda maiores que em outros réveillons, o importante é afinar o planejamento e produzir na medida certa, mas não esmorecer”, conclui a publicação.

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Publicado em Pecuária

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