Países do Mercosul debatem estratégias para fortalecer agricultura familiar

A XXIII Reunião Especializada sobre Agricultura Familiar (Reaf) inclui ainda representantes da sociedade civil e visa debater medidas regionais de compra pública de alimentos produzidos pela agricultura familiar

Foto: EFE/RICARDO MALDONADO ROZO

Representantes de países integrantes do Mercosul estão reunidos desde do dia 15 em Brasília para discutir a formulação de uma proposta de um instrumento regional para compra pública de alimentos produzidos pela agricultura familiar semelhante à política já adota pelo Brasil segundo informou hoje em nota a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).

A XXIII Reunião Especializada sobre Agricultura Familiar (Reaf) inclui ainda representantes da sociedade civil que apresentam, junto com os governos participantes da reunião, as medidas já adotadas em cada país para fomentar este tipo de cultivo.

Pela manhã, a Conab apresentou para os demais países do Mercosul como são realizadas as compras governamentais de alimentos provenientes da agricultura familiar e como é articulada a oferta e a demanda dos produtos adquiridos por instituições públicas no Brasil e defendeu a formulação de políticas que minimizem as perdas em transporte e armazenamento.

“Temos que nos conectar com setores que organizam o abastecimento, de modo que os circuitos de comercialização sejam menos custosos e danifiquem menos os alimentos. Políticas públicas de comercialização precisam ser atualizadas de forma a apresentar produtos de qualidade a preço baixo”, destacou o diretor de Política e Informações João Marcelo Intini, responsável pela apresentação.

Segundo a Conab, o padrão de perda de alguns produtos é de até 35%, “o que significa que o trabalho de muitos não chega ao consumidor final, e o que chega está mais caro para compensar as perdas”, ressaltou a Companhia em nota.

Entre as políticas já adotadas pelo Brasil para compra de produtos da agricultura familiar estão o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), por meio do qual o governo compra a produção de agricultores familiares com dispensa de licitação e por preços de referência iguais aos praticados nos mercados regionais com um limite de R$ 8 mil ao ano por organização.

Os alimentos adquiridos são destinados ao abastecimento da rede socioassistencial e de equipamentos públicos de segurança alimentar, como restaurantes populares e cozinhas comunitárias.

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Publicado em Agricultura

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