EL NIÑO

ONU adverte para efeito “devastador” do El Niño no sul da África

Seca expande-se na região desde o início da safra de 2015 e 2016 devido ao El Niño

Foto: EFE

O El Niño terá um efeito “devastador” nos cultivos e na segurança alimentar do sul da África, que vive atualmente uma intensa seca, informaram hoje as agências da ONU e outras organizações em Roma.

Em boa parte do Zimbábue, Malawi, Zâmbia, África do Sul, Moçambique, Botsuana e Madagascar, a atual estação de chuvas está sendo a mais seca dos últimos 35 anos, enquanto no norte da Namíbia e no sul de Angola a água também está escassa.

Assim afirma um comunicado conjunto do Programa Mundial de Alimentos (PMA), a Organização da ONU para a Alimentação e a Agricultura (FAO), a Rede de sistemas de alarme antecipado para casos de crise de fome (FEWS NET) e o Centro Comum de Pesquisa (JRC) da Comissão Europeia.

A seca expandiu-se na região desde o início da safra de 2015 e 2016 devido a um dos episódios mais fortes do El Niño desde os últimos 50 anos.

Como consequência, em muitas regiões o plantio de cultivos estão atrasado e os que foram semados estão crescendo em condições “muito pobres”, segundo as organizações.

As diferentes análises concordam que as chuvas continuarão abaixo da média e que as temperaturas se manterão mais altas do que o habitual na maior parte da África meridional, o que impactará de maneira negativa a produção.

Além disso, reservas de cereais reduziram no continente e os preços dos alimentos subiram (o do milho subiu a um nível recorde em janeiro na África do Sul e Malawi), aumentando a insegurança alimentar na região.

Embora ainda seja cedo para prever o número de pessoas afetadas pela seca, as organizações chamaram as autoridades para  preparar-se diante da possibilidade de que a população com fome alcance o nível mais alto desde a crise alimentar de 2002 e 2003.

Na África do Sul, Zimbábue e Lesoto declararam emergência por conta da seca, enquanto em países como Botsuana, Suazilândia e Namíbia as autoridades estão limitando o uso de água para fazer frente à estiagem, e na Zâmbia e Zimbábue os níveis baixos da represa de Kariba obrigaram o Governo a impor cortes de eletricidade.

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