CHILE

Os exportadores chilenos querem aumentar a presença nos mercados latino-americanos

97% do salmão importado pelo Brasil é de origem chilena, enquanto 44% dos vinhos comprados pelos brasileiros no exterior vêm do Chile.

Foto: EFE/ARCHIVO/La Tercera

Os exportadores chilenos iniciaram uma campanha em vários países latino-americanos nesta semana para expandir sua presença nos mercados da região, anunciou nesta segunda-feira a ProChile, agência responsável pela promoção de produtos e serviços no país do sul.

Esta é a segunda vez deste ano que a rota “A despensa para o mundo” foi realizada, dentro da campanha internacional “Alimentos do Chile”, que busca aumentar as exportações de alimentos e bebidas em mercados estratégicos, um setor que em 2016 representou 47% das exportações chilenas ‘não-cobre’.

Após a sua passagem por Bangkok (Tailândia) e Canton (China), desta vez, 23 empresários chilenos irão visitar São Paulo e Bogotá para realizar reuniões com importadores do Brasil e da Colômbia.

“Uma despensa para o mundo” é uma missão comercial que, em cada mercado de destino, permite aos exportadores chilenos realizar reuniões de negócios com importadores e fazer visitas técnicas para conhecer a logística e o processo de inserção de seus produtos.

“Nós escolhemos a América Latina como a segunda via deste programa, dada a relevância que tem para os envios de alimentos chilenos”, afirmou o diretor do ProChile, Alejandro Buvinic, que detalhou que esta nova edição inclui degustações e visitas em cada mercado, para mostrar os benefícios e a versatilidade de alimentos e bebidas no Chile.

O Brasil é o quarto destino no mundo e o primeiro na América Latina para esses produtos chilenos, que com a Colômbia estão entre os três principais locais de fornecedores estrangeiros.

“Estes são mercados estratégicos da região e queremos que nosso setor de exportação continue consolidando sua presença neles”, enfatizou Buvinic.

Na verdade, 97% do salmão importado pelo Brasil é de origem chilena, enquanto 44% dos vinhos comprados pelos brasileiros no exterior vêm do Chile, que também é o quarto exportador de azeite para o gigante sul-americano, incluindo Grécia e Itália.

Nesta turnê comercial, a missão chilena desenvolverá várias atividades na segunda e terça-feira no Brasil, onde chegará com uma oferta de vinhos, azeite, nozes, frutos do mar e polpas de frutas.

O primeiro dia inclui uma visita ao porto de Santos, o maior do Brasil e da América Latina e um lugar onde entram 15% dos produtos chilenos. Enquanto isso, no segundo dia, os empresários realizarão reuniões de negócios com 67 compradores de todo o Brasil.

“Nossa estratégia é expandir nosso alcance de exportação para outros estados brasileiros que representam sozinhos a economia de um país, como é o caso do Rio de Janeiro, que é comparável a Cingapura”, explicou o agregado comercial chileno no Brasil, María Julia Riquelme.

No dia 5 e 6, os empresários chilenos realizarão várias reuniões em Bogotá – onde estão concentradas 43% das importações de alimentos e bebidas – com vista às vantagens e vantagem mútua do fato de que ambos os países são membros da Aliança do Pacífico.

É graças a isso que, em 2016, o Chile foi o terceiro maior fornecedor de alimentos da Colômbia, um país que adicionou compras no valor de 324 milhões de dólares e onde leva importações de maçãs frescas, vinho engarrafado, peras frescas e filés de salmão frescos.

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