Valorização do real pode afetar o setor de açúcar, aponta Moody’s

A agência de avaliação de riscos norte americana Moody’s divulgou hoje um relatório em que destaca que a desvalorização do real e a desaceleração das exportações poderão comprometer o setor de açúcar e etanol, com consequências para o setor de […]

Foto: EFE/ MARCELO SAYÃO

A agência de avaliação de riscos norte americana Moody’s divulgou hoje um relatório em que destaca que a desvalorização do real e a desaceleração das exportações poderão comprometer o setor de açúcar e etanol, com consequências para o setor de transportes.

“Um real fraco deverá continuar a ajudar os exportadores brasileiros de carne bovina e aves a serem muito competitivos mundialmente. Os produtores de açúcar e etanol, no entanto, enfrentam outro ano difícil em 2015, com menor disponibilidade de cana-de-açúcar, condições climáticas ruins e preços limitados do etanol” , afirma a Moody’s.

De acordo com o relatório, a economia brasileira “apresenta dificuldades com o declínio gradual do consumo, desaceleração do investimento e deterioração da confiança do investidor” além de ter desacelerado o consumo e a disponibilidade de crédito.

“O consumo e a disponibilidade de crédito perderam fôlego, à medida que o endividamento das famílias e a inflação deixaram os consumidores menos inclinados a gastar”, aponta o documento que reduz as estimativas de crescimento do PIB para este ano.

Depois de uma expansão de apenas 0,2% no primeiro trimestre ante o trimestre anterior, a Moody’s espera que o PIB do Brasil cresça 1,3% em 2014 e 1,5% em 2015.

Em relação à energia, a agência norte americana vê uma ” redução obrigatória eventual no consumo de energia elétrica” que “reduziria a produção industrial e, portanto, as receitas” com inevitável aumento no preço da energia elétrica.

No entanto, a Moody’s acredita que caso haja racionamento ele ficará restrito a regiões mais afetadas pela seca, representando uma oportunidade de negócios para as emrpesas que produzem mais energia do que consomem como o setor de papel e celulose e o de açúcar.

“As empresas com maior alcance geográfico podem implementar ajustes de forma apropriada, enquanto aquelas com produção de energia superior ao seu consumo próprio poderiam se beneficiar do racionamento, vendendo seu excesso de energia a preços mais altos”, sugere o documento.

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