Brasil promove carne no mercado islâmico

Em parceria com os Ministérios das Relações Exteriores e da Agricultura, a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) promove nessa semana ações em países islâmicos para restabelecer a confiança das autoridades locais com relação à carne brasileira. Na quarta-feira (19) […]

EFE/Marcelo Sayão

EFE/Marcelo Sayão

Em parceria com os Ministérios das Relações Exteriores e da Agricultura, a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) promove nessa semana ações em países islâmicos para restabelecer a confiança das autoridades locais com relação à carne brasileira.

Na quarta-feira (19) foi realizado um churrasco com especialistas sanitários do Irã, visando mostrar às autoridades persas a qualidade da carne brasileira.

Já no domingo (23), o evento será realizado no Egito, com apoio da Embaixada Brasileira na capital, Cairo, e contará com autoridades, formadores de opinião locais e importadores de carne, além de uma apresentação do vice-presidente de mercados da ABPA, Ricardo Santin.

“Nosso objetivo nesta missão é prestar os devidos esclarecimentos às autoridades e representações da sociedade deste fundamental importador de proteína animal brasileira. Trata-se de um mercado islâmico com o qual construímos uma relação de grande confiança e transparência”, declarou o executivo.

As ações vêm de encontro com a política brasileira para recuperar o prestígio da carne no mercado internacional após a operação Carne Fraca, da Polícia Federal, que denunciou fraudes na fiscalização de frigoríficos brasileiros. No mês passado, por exemplo, o presidente Michel Temer, levou autoridades do setor à uma churrascaria em Brasília.

Mercado Islâmico

Segundo dados do Ministério da Agricultura, o Egito é o sétimo maior importador de carne brasileira no mundo. Em 2016, por exemplo, o país árabe importou mais de 274 mil toneladas do produto, o que equivale a quase 700 milhões de dólares.

As relações comerciais entre Brasil e países de tradição islâmica, no que se refere ao consumo de carne, se iniciaram em 1993, segundo o Ministério, e desde então vêm crescendo a cada ano, o que torna a exportação da carne tipo “halal” essencial para o setor.

“Somos reconhecidos internacionalmente por nossa qualidade, status sanitário e nossa capacidade de atender às mais específicas exigências de cada mercado. Isto fez do Brasil o maior produtor e exportador de frango halal do mundo”, ressaltou o representante da ABPA.

Halal, permitida, em árabe, é um tipo de carne certificada religiosamente, cuja produção atende a uma série de requisitos da religião muçulmana para o consumo. Se o abate não é feito de acordo com as regras islâmicas, a carne é considerada “impura”.

Cordeiro "halal", sacrificado voltado para Meca e com orações. EFE/ Juan Carlos Cárdenas

Cordeiro “halal”, sacrificado voltado para Meca e com orações. EFE/ Juan Carlos Cárdenas

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