ADAMA

“Precisamos aprender a trabalhar sem suporte do governo”, avalia presidente da Adama

A Adama é a sexta empresa no mundo em defensivos agrícolas, sendo que 40% de seu faturamento provém de produtos genéricos e 60% de misturas exclusivas

Imagem: Adama/Reprodução

O presidente da Adama Brasil (leia-se Adamá), empresa de defensivos agrícolas de origem israelense, Rodrigo Gutierrez, afirmou na última terça-feira (15) que, apesar de o agronegócio brasileiro possuir grande margem para crescer, o setor não deve mais se apoiar no governo para seu desenvolvimento.

“Hoje, você tem o dinheiro do Plano Safra, mas o Governo, por motivos óbvios, está tentando restringir isso ao menor valor possível. O governo está passando dificuldade até para manter o posto de saúde funcionando, por que ele vai dar dinheiro para o agricultor? […] Na minha opinião, o agricultor vai ter que aprender a trabalhar sem tanto suporte do governo”, afirmou Gutierrez.

Em um encontro com jornalistas na sede da empresa em Londrina (PR), o presidente afirmou que esta mudança de cenário deveria ocorrer de forma mais gradual, para que os produtores pudessem ter tempo para se adaptar.

“O agricultor investiu e agora o dinheiro sumiu. Os bancos, que ficavam batendo na porta oferecendo dinheiro, quando o Brasil perdeu o rating de crédito, simplesmente desapareceram”, critica ele.

Apesar do cenário desfavorável, a empresa que ocupa o sexto lugar no mundo em defensivos agrícolas, e hoje conta com 100% de capital chinês, projeta crescimento de 5% a 10% no Brasil para 2017. No ano passado, o faturamento no país foi de R$ 1,5 bilhões.

“Nós temos terra disponível sem precisar mexer em floresta, nos temos chuva e nós temos água para irrigar. A perspectiva em médio e longo prazo no Brasil é maravilhosa. Se a gente tiver uma melhoria significativa na logística no Brasil, o país se torna absolutamente imbatível na produção agrícola”, avaliou ele.

Segundo Gutierrez, investir na inovação, expandindo o portfólio de produtos da marca produzidos no Brasil, deverá pautar o crescimento da Adama no país.

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Publicado em Economia

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