Soja

Buscando alcançar outro patamar produtivo, Monsanto lança nova tecnologia para soja no Brasil

Uso de novas moléculas e pesquisa em biotecnologia deve auxiliar produtor a expandir produção a partir de 2020

EFE/Arquivo/Weimer Carvalho

A Monsanto lançou, durante a 19ª edição da Expodireto Cotrijal – grande feira agropecuária que acontece na cidade de Não-Me-Toque (RS) – uma nova tecnologia para o cultivo da soja, especialmente nas condições oferecidas pelo Brasil e pela América Latina. Batizada de Intacta 2 Xtend, ela surge como uma evolução, principalmente no combate às lagartas, da tecnologia anterior, Intacta RR2 Pro, a primeira desenvolvida fora dos EUA.

O novo produto promete aumentar a produtividade da soja, a partir do manejo de diversas espécies de lagartas (aproximadamente 96%) e do combate a ervas daninhas, que, segundo a Embrapa, atingem 45% das plantações de soja no Brasil, gerando prejuízos na casa dos R$ 9 bilhões anuais. Além da resistência ao glifosato, a tecnologia permite a aplicação do dicamba como herbicida.

Com previsão de safra recorde neste ano para a soja, com 118 milhões de toneladas, a expectativa dos produtores é alta. A Monsanto, contudo, evita projetar números que podem ser alcançados, no futuro, com a tecnologia lançada.

“É muito fácil apresentar índices sem ainda termos os referenciais corretos. Não sabemos dizer o aumento propiciado de produtividade, mas podemos dizer que a ideia é alcançar um novo patamar”, declarou o gerente de lançamento da empresa, Fábio Passos.

A partir de outubro de 2019, a tecnologia deve começar a ser testada em algumas áreas comerciais, como fazendas de produtores dispostos a ceder suas propriedades. No ano seguinte, a tendência é de que o produto já possa ser comercializado no Brasil.

Apesar dos benefícios envolvidos, a nova soja não possui elementos que possam tornar a soja menos vulnerável a graves variáveis climáticas, como a seca que acometeu a Argentina no mês passado.

“Ainda não existe uma tecnologia nesse sentido, embora seja importante estar sempre antevendo o futuro, já que os desafios e as dinâmicas do campo mudam ao longo do tempo”, afirmou Passos.

Segundo a empresa, já tiveram inícios os trâmites para a aceitação desse tipo de soja no mercado externo, em especial China e União Europeia. Parte de tecnologia, além disso, já foi usada em cultivares plantados em outros países, como os EUA.

 

* O repórter viajou a convite da Monsanto

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