PIB

Consumo e agropecuária impulsionam crescimento de 1% da economia brasileira em 2017

De acordo com o IBGE, setor de serviços e o campo foram essenciais para o aumento do PIB

EFE/Wu Hong

A retomada do consumo, por parte das famílias, em um país com cerca de 207 milhões de habitantes, e o crescimento do setor agropecuário na casa dos 13% permitiram que o Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro, que mede a soma de todas as riquezas produzidas no país, crescesse 1% no ano passado, após dois anos de uma das maiores recessões econômicas da história do Brasil, com retrações anuais de 3,5%.

Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), cerca de 70% do crescimento registrado se deveu às atividades do campo, enquanto os 30% restantes foram consequência do setor de comércio e serviços, que, apesar de registrar menor crescimento que o agropecuário, possui uma maior participação na economia. A indústria de manteve estável, afetada pela queda de 5% do setor de construção civil.

Os grandes destaque dos campo foram o milho, com crescimento de incríveis 55%, e a soja, cuja produção foi 19% maior.

A expansão econômica registrada em 2017 foi a maior dos últimos quatro anos, desde os 3% registrados em 2013. Ainda assim, está longe dos 7,5% alcançados em 2010, quando o Brasil era considerado uma grande potência emergente.

EFE/Sebastião Moreira

“A recuperação foi impulsionada, principalmente, pelo aumento do consumo, por parte da população, em virtude do aumento da renda dos trabalhadores; a elevação do número de empregados; a forte queda dos preços; a queda dos juros e o aumento do crédito”, explicou à EFE o diretor de estudos macroeconômicos do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA), José Ronaldo de Souza.

O aumento do consumo foi favorecido pela redução da inflação – que em 2017 registrou seu menor nível em duas décadas -, pela queda das taxas de juros a seus níveis mais baixos em vários anos e pela ligeira diminuição do desemprego, que no fim do ano seguia alto, mas menor do que nos primeiros meses.

“A taxa de desemprego ainda segue alta devido ao aumento do número de pessoas que buscam trabalho. Contudo, a população que está trabalhando aumentou consideravelmente graças às contratações, representando mais assalariados e, consequentemente um maior potencial de consumo”, disse Souza.

Para o ministro da fazenda, Henrique Meirelles, “o resultado confirma as expectativas de um crescimento de 3% para 2018”.

A previsão geral dos economistas é de que a recuperação se mantenha nos próximos dois anos e que a economia do Brasil cresça 2,89% em 2018 e 3% em 2019.

“A recuperação nos próximos anos vai depender das políticas do próximo presidente, que assumirá o cargo em janeiro de 2019. O Brasil ainda possui um grave problema fiscal, que precisa ser corrigido para garantir um crescimento sustentável”, esclareceu Souza.

Marcados com: , ,
Publicado em Economia

Twitter: efeagrobrasil