MILHO

Estudo revela que milho nativo do México pode crescer com menor uso de adubo

Os pesquisadores descobriram que o milho de Sierra Mixe obtém dessas bactérias de 29% a 85% de todo o nitrogênio que precisam.

EFE/Sáshenka Gutiérrez

Um recente estudo internacional descobriu que o milho de Sierra Mixe, nativo do México, consegue fixar o nitrogênio da atmosfera e assim reduzir o uso de adubos químicos para seu desenvolvimento.

As informações sobre a pesquisa foram divulgadas nesta quinta-feira pela Secretaria de Meio Ambiente e Recursos Naturais (Semarnat). O órgão indicou que a descoberta seria benéfica caso fosse incorporada em outras variedades convencionais de milho, diminuindo a utilização de adubos e ampliando a produtividade.

Um menor uso de adubos poderia ter impacto direto sobre os gases de efeito estufa. A produção do aditivo químico é responsável por 2% das emissões em nível mundial.

“Seria possível até ajudar os pequenos agricultores de países em desenvolvimento que não têm acesso a esses insumos”, afirmou.

O estudo foi divulgado na revista “Plos Biology” e foi elaborado por uma equipe multidisciplinar de várias instituições de ensino, entre elas a Universidade da Califórnia, a Universidade de Wisconsin-Madison, o Instituto Tecnológico do Vale de Oaxaca e a empresa Mars.

As bactérias que fixam o nitrogênio são capazes de assimilar o elemento químico do ar e transformá-lo em uma forma que possa ser consumida pelas plantas.

Os pesquisadores descobriram que o milho de Sierra Mixe obtém dessas bactérias de 29% a 85% de todo o nitrogênio que precisam.

O trabalho de campo ocorreu em Sierra Mixe, no estado de Oaxaca, incluindo integrantes da comunidade indígena da região.

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