Ferramenta parecida com ‘google glass’ poderá gerenciar colheitas

A ferramenta conecta os dados da colheita com uma central de operações e, por meio dela, o produtor sabe as soluções para resolver eventuais problemas da lavoura.

Imagem feita com dispositivo móvel/EFE/ Isadora Camargo

Um óculos digital que oferece informações 3D da lavoura pretende ser uma ferramenta para otimizar e oferecer possibilidades de independencia ao produtor e à colheita dos principais grãos do Brasil por meio da visualização digital, coleta de dados e análise em tempo real das imagens captadas.

A espécie “google glass” da agricultura é lançamento da empresa norte-americana Case IH, que aproveitou a 25ª edição da Agrishow, maior feira agrícola da América Latina, para apresentar o produto a empresários do setor, agricultores e jornalistas.

De acordo com o gerente de serviços da Case, Auri Orlando, a ferramenta conecta os dados da colheita com uma central de operações e, por meio dela, o produtor pode saber todas as soluções para resolver eventuais problemas da lavoura.

“O produtor funciona como um engenheiro do campo”, qualificou Orlando.

Este lançamento, que ainda levará ao menos três anos para ser comercializado, se junta a um portifólio de produtos para a qualificada na feira como “agricultura do futuro”. Entre eles, drones, gerenciamento de colheita e novas colheitadeiras de cana-de-açúcar fazem parte do nicho de mercado da Case.

A empresa, que está no Brasil há mais de 95 anos, tem se fortalecido no mercado nacional e latino, especialmente na Argentina, locais onde estão melhorando o market share nos últimos dois anos, “período de recuperação econônimica”, como informou o vice-presidente da Case IH para América Latina, Mirco Romagnoli.

“O mercado está em uma situação melhor e foi preciso muita coragem para a indústria continuar investindo e construindo novos produtos”, explicou Romagnoli.

De acordo com ele, o cenário internacional também tem auxiliado o Brasil na recuperação da produtividade agrícola de 2018, que pode ser estimada em índices recordes, “visto os números da safra de soja do início do ano”.

“A China está olhando com muito interesse na compra de soja do Brasil e o cenário é muito espetacular para o produtor brasileiro. O planeta está olhando para o Brasil. A premissa do negócio agrícola para este ano é fantástica”, avaliou o diretor comercial da Case IH no Brasil,  Paolo Rivolo.

Drones

Outra tecnologia já incorporada pelo agronegócio brasileiro e utilizada especialmente por grandes produtores é o drone. Na Agrishow, muitos expositores ofereceram a solução como ferramenta integrada às máquinas mais comuns no dia-a-dia do produtor, como é o caso dos tratores e colheitaderas.

Divulgação Case IH.

A Case IH foi a primeira a ter um drone no campo disponível no mercado internacional com o objetivo de fazer imagem aérea das lavouras e áreas de pecuária para mapear e avaliar o espaço cultivado, podendo indetificar zonas de pulverização.

Com o mapeamento, o produtor consegue saber em qual área é preciso utilizar em maior ou menor quantidade tanto agroquimícos quanto recursos naturais, o que já é popularmente chamado entre os agricultores de agricultura inteligente ou de precisão.