Rações

Mercado de rações movimenta cerca de R$ 1,4 trilhão em 2017

Pesquisa realizada pela Alltech revelou crescimento de 2,5% da produção em relação ao ano anterior

EFE/Alltech

De acordo com um levantamento feito pela Alltech – empresa americana na área de nutrição e saúde animal -, a produção mundial de rações animais atingiu 1,07 bilhão de toneladas em 2017. Segundo a pesquisa, que analisou 144 países e mais de 30 mil fábricas, o crescimento observado foi de 2,57% em relação a 2016, o que gerou uma movimentação de US$ 430 bilhões (cerca de R$ 1,4 trilhão).

O crescimento, que é sustentado pelo maior consumo de carne, leite e ovos em todo o mundo, seguiu os padrões dos cinco anos anteriores do levantamento, que mostram uma média de aumento na casa dos 2,49%.

A China e os EUA, respectivamente com 186,9 e 173 milhões de toneladas produzidas, permaneceram como os líderes da produção mundial, sendo responsáveis por um terço do total de mercado.

Logo depois, na terceira posição, está o Brasil, que produziu quase 70 milhões de toneladas de ração em 2017. Conforme destacou o EFE Agro em janeiro, o excedente de milho cada vez mais abundante no país, em virtude da “safrinha”, somado às dificuldades de exportação, deve potencializar o  uso do grão como matriz energética do etanol, o que gera, como subproduto, o DDGS, utilizado para produção de rações.

Com a produção de México e Argentina, a brasileira contabiliza quase 75% da produção de ração na América Latina. A região, inclusive, apresentou a terceira maior taxa de crescimento nos últimos cinco anos, principalmente nos setores voltados para peixes, equinos e animais de estimação.

No sétimo ano de análise, a pesquisa da Alltech segue como um diagnóstico valioso sobre a atual situação da indústria mundial de rações”, afirma o diretor de inovação e vice-presidente de contas corporativas da empresa, Aidan Connolly. “Além dos conhecimentos sobre a indústria de alimentos para animais, isso serve como um parâmetro para a agricultura como um todo e, muitas vezes, demonstra a força econômica dos países incluídos na pesquisa”.

A pesquisa avaliou a produção e os preços de rações por meio de informações coletadas pela equipe global de vendas da empresa e associações locais de rações no último trimestre de 2017.

Cerca de 53% da produção mundial está concentrada em sete países: além de China, EUA e Brasil, completam a lista Rússia, México, Índia e Espanha.

 

Setores

Na avicultura, a produção de ração para frango de corte cresceu em todas as regiões, com destaque para a África, com 10%, e a Europa, com 7%. China e Rússia, já líderes na produção de carne suína, assumiram o mesmo posto em relação às rações.

A produção mundial de ração para vacas leiteiras apresentou crescimento em todas as regiões. A Europa, líder global no setor, cresceu em média aproximadamente 2%. A África, como região, observou o maior aumento, com 10%.

Em relação aos bovinos, houve um declínio global de aproximadamente 1%. Essa tendência decrescente tem sido sentida pela indústria há algum tempo, visto que, cada vez mais, consumidores têm optado por carnes brancas, como frango e peixe.

Na aquicultura, a pesquisa mostrou um leve aumento da produção de rações, particularmente na Europa e na Ásia, exceção feita à China, com queda de 5%. Brasil, Chile e Peru lideram o aumento da produção na América Latina, assim como o Irã, no Oriente Médio.

O setor de rações para animais de estimação evoluiu em todas as regiões. Na Ásia, a produção aumentou em 13%, com a China, Tailândia e Taiwan como os principais contribuidores para esse crescimento. A Europa, por sua vez, fortaleceu a produção em 17%.

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Publicado em Economia     Pecuária

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