Agricultura

Ministra da Agricultura diz que Mercosul continuará a ser prioridade

Tereza Cristina também destacou a importância da “consonância com a preservação ambiental”

EFE/Joedson Alves

A nova ministra da Agricultura, Tereza Cristina Correa, afirmou nesta quarta-feira que o Mercosul continuará sendo uma “prioridade” no governo do presidente Jair Bolsonaro.

“Manter mercados e a abertura de novos mercados é essencial para a agricultura”, afirmou Tereza a jornalistas após participar da cerimônia de transmissão do cargo do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento.

A ministra, que coordenava a bancada ruralista no Congresso, chegou a afirmar que o Brasil poderia deixar o Mercosul em um caso extremo, se não fossem revisadas as condições.

Na ocasião, Tereza afirmou que o Mercosul “é desigual, principalmente para os produtos da agropecuária”.
Após assumir a pasta, a ministra também falou sobre o mal-estar de alguns países árabes após o anúncio de Bolsonaro de transferir a embaixada do Brasil em Israel de Tel Aviv para Jerusalém, uma decisão que pode comprometer as exportações brasileiras de carne.

De acordo com a Câmara de Comércio Árabe-Brasileira, as exportações brasileiras para os países da Liga Árabe somaram US$ 13,6 bilhões em 2017, dos quais US$ 2,6 bilhões foram de produtos avícolas.

Tereza afirmou que tais países estão “ansiosos para se sentar à mesa” e “iniciar um diálogo com o Brasil”, maior exportador de carne de frango do mundo.

“Bolsonaro falou em seu discurso da importância da agropecuária. Temos um diálogo aberto”, explicou.
Em seu discurso de posse, Bolsonaro citou o papel “decisivo” que o setor agropecuário terá em seu governo, já que é um dos mais importantes da economia nacional e responsável por cerca de 20% do Produto Interno Bruto (PIB) do país.

O presidente esclareceu que apoiará os produtores rurais, mas “em consonância com a preservação ambiental”, uma mensagem que foi interpretada como um sinal de que seu apoio aos negócios no campo terá limites ecológicos.
Nesse sentido, a nova ministra da Agricultura ressaltou hoje a “legislação ambiental extremamente avançada” do país, que por isso não pode ser considerado um “transgressor” do meio ambiente.

“O produtor brasileiro preserva. Temos leis ambientais muito firmes que já mostraram que o Brasil tem 66% do seu território preservado”, afirmou.

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