FERTILIZANTES

Multas sob fretes de fertilizantes caem 72% no Porto de Paranaguá

Paranaguá é o maior e mais importante porto na importação de fertilizantes do país, com 9,5 milhões de toneladas desembarcadas anualmente.

Foto: Appa

Os custos de sobre-estadia para os importadores de fertilizantes por descumprimento dos prazos de contrato, a chamada demurrage, cairam cerca de 72% no Porto de Paranaguá, de acordo com o estudo feito pelo Sindicato da Indústria de Adubos e Corretivos Agrícolas do Paraná (Sindiadubos).

Demurrage é a multa determinada em contrato, a ser paga pelo contratante de um navio, quando esta demora mais do que o acordado para carregar ou descarregar produtos.

Em 2011, o valor da demurrage por tonelada de fertilizante em Paranaguá era de U$ 16,88. Em 2016, caiu para U$ 7,05 por tonelada; em 2017 para U$ 4,68 e em 2018 passou para U$4,70 dólares por tonelada – uma queda de 72% em sete anos.

“A redução representa uma economia de aproximadamente U$ 70 milhões ao ano, ou 67%. Este valor deixou de ser gasto no custo operacional de importação de fertilizantes”, explicou o diretor-presidente da Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina (Appa), Lourenço Fregonese.

Ao todo, os Portos de Paranaguá e Antonina possuem sete berços de atracação que podem ser utilizados para a operação de fertilizantes, sendo dois berços especializados e outros cinco berços alternativos.

Apenas em Paranaguá, a capacidade de armazenagem de fertilizante é estimada em três milhões de toneladas.

Fregonese explica que, para conseguir estes resultados, a Appa fez um diagnóstico de todo o sistema de descarga de fertilizantes para descobrir onde estavam os principais gargalos que consumiam tempo e tornavam as operações menos ágeis.

“O resultado final foi uma redução de 67% no valor pago com a Demurrage”, completou Fregonese.

O setor de fertilizantes pagou, em 2011, cerca de US$ 100,5 milhões em multas sobre-estadia. Já em 2016, os valores gastos com a demurrage foram de U$ 34,4 milhões.

Em 2017, foram pagos U$23,9 milhões de demurrage para 6,8 milhões de toneladas de fertilizantes e, em 2018, até o mês de setembro, foram pagos U$32,9 milhões para 7,14 milhões de toneladas movimentadas.

O gerente-executivo do Sindiadubos, Décio Luiz Gomes, destacou que as melhorias no Porto de Paranaguá tem sido crescentes. A redução nos custos de sobre-estadias nas operações com fertilizantes se devem ao aprimoramento dos processos logísticos do Porto.

“No entanto, em 2018 tivemos a greve dos caminhoneiros que fez com que os navios ficassem parados por mais tempo, porque não tínhamos caminhões disponíveis para descarga. Isso refletiu no setor”, conta.

“O Porto de Paranaguá, hoje, atende o setor com muito mais agilidade e tinha berço disponível, mas a indefinição do frete dificultou o escoamento da produção naquele período”, afirmou Gomes.

Paranaguá é o maior e mais importante porto na importação de fertilizantes do país, com 9,5 milhões de toneladas desembarcadas anualmente. O montante representa mais de 35% de todo o fertilizante importado pelo Brasil.

“Este incremento é resultado de tudo que foi feito na infraestrutura terrestre, com mais armazéns, novos equipamentos, maior integração entre os modais rodoviários e ferroviários, além da evolução da estrutura marítima representada pelas campanhas de dragagem”, explica Fregonese.

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Publicado em Economia

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