MÉXICO

No México, altas temperaturas reduzem drasticamente a fertilidade de vacas

Em algumas regiões do México foram reportadas taxas de prenhez de 20% a 25% na primeira inseminação, cifra excepcionalmente mais baixa que a média mundial

EFE/Conacyt

A capacidade reprodutiva do gado bovino no México tem se reduzido bruscamente devido às altas temperaturas, que causam a morte de embriões, informou na última terça-feira (27) o Conselho Nacional de Ciência e Tecnologia do México (Conacyt).

Uma pesquisa do departamento de nutrição animal da Universidade Autônoma Agrária Antonio Narro (UAAAN) revelou que, como consequência do estresse térmico das vacas, se produzem taxas de mortalidade embrionárias muito mais altas do que quando as temperaturas permanecem abaixo dos 35º C e com mais de 50% de umidade relativa do ar.

Na zona de Torreón, no estado de Coahuila, foram reportadas taxas de prenhez de 20% a 25% na primeira inseminação, uma cifra excepcionalmente mais baixa que a média mundial, que se situa em 60% de êxito nas primeiras tentativas.

O pesquisador Miguel Mellado garantiu que “isso não ocorre porque as vacas não ficaram prenhes, e sim porque os embriões de poucos dias de vida não sobrevivem às altas temperaturas do aparato reprodutivo de vacas submetidas a esse estresse térmico”.

A produção de leite também se vê diminuída durante o verão, uma vez que as vacas têm que utilizar maiores quantidades de energia para autorregular seu organismo e ao fato de que elas reduzem o consumo de alimento como medida para diminuir o calor gerado pela digestão.

Para reduzir o estresse, o cientista sugeriu o manejo nutricional, como “utilizar gorduras na dieta das vacas” para aumentar sua densidade energética.

Dessa forma, embora se reduza o consumo de alimentos, elas ingerem a quantidade de energia suficiente para uma correta produção de leite.

Uma alternativa para evitar a mortalidade dos fetos é recorrer à inseminação das vacas “durante as horas do dia de menos calor e adequar as instalações para que as vacas tenham melhor qualidade de vida”.

“As instalações das vacas têm que ser projetadas de tal forma que os animais se vejam menos afetados pelo intenso calor, com sombras em diferentes localizações do curral – três metros quadrados de sombra por animal – e orientados do oriente ao poente”, detalhou

O pesquisador também valorizou a possibilidade de introduzir nos recintos “ventiladores sensíveis ou ventiladores combinados com irrigadores de água”.

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Publicado em Pecuária

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