AGRIBUSINESS

No primeiro dia do GAF 2016, Temer enaltece agroindústria e Maggi lista suas metas

Em seu discurso, Temer disse buscar uma “pacificação nacional, uma reunificação nacional, com a interação entre o empresariado e os trabalhadores”

Foto: SEBASTIÃO MOREIRA/EFE

“Para recuperar o emprego, é necessário que a indústria e a agroindústria cresçam e que o comércio também cresça”, declarou o presidente da República em exercício, Michel Temer, nesta segunda-feira (04), na abertura do congresso internacional do Global Agribusiness Forum 2016, maior evento mundial do agronegócio.

Realizado em São Paulo, ele reúne os maiores expoentes da agricultura mundial, para debater o agronegócio e buscar soluções para desafios enfrentados para o desenvolvimento socioeconômico e soluções para a preservação do meio ambiente.

“O Brasil e o povo brasileiro deve muito à agricultura. Depois de agosto, pretendo viajar por vários países para incentivar o investimento estrangeiro no Brasil. O que é preciso para o país é restabelecer a confiança do mercado internacional”, afirmou Temer. Segundo ele, seu governo busca uma “pacificação nacional, uma reunificação nacional, com a interação entre o empresariado e os trabalhadores”.

Em seu discurso, Temer também fez questão de ressaltar a origem de seus pais na agricultura. “Posso dizer, sem medo de errar, que devo minha posição de hoje de presidente da república em exercício à agricultura brasileira”.

Na abertura do fórum, Temer ainda recebeu um manifesto de apoio assinado por representantes de 46 entidades da agroindústria brasileira.

Projeções do ministro

Dentre outras participações no primeiro dia do evento, o ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Blairo Maggi, falou de seus planos e projeções para o agronegócio

“Nesses 47 dias afrente do ministério da agricultura do governo Temer, nós temos feito um trabalho de olhar para o cidadão, de olhar para as entidades e aqueles que nós representamos em nosso ministério”.

Segundo ele, o Brasil tem uma posição forte e pode aumentar muito seu desempenho no agronegócio. Atualmente, o país é responsável por 6,9% de todo o comércio agrícola mundial. Os planos do ministro é que, em cinco anos, esse valor chegue a 10%. O grande dasafio, segundo ele, é superar a concorrência com os Estados Unidos e o foco de comércio deve ser na exportação de proteína animal.

“Se nós olharmos a cadeia de carnes, nós vamos ver que exportamos muito, mas com a matéria prima da soja e do milho que temos aqui, podemos aumentar muito a participação brasileira na produção de proteínas animais. Esse para mim é a grande oportunidade que nós temos, para o setor agrícola ajudar o país a sair da crise”, afirma Maggi.

Ainda no primeiro dia de evento, o ministro das Relações Exteriores, José Serra, endossou o discurso de Maggi destacou o papel do Brasil como economia complementar de países com grande crescimento da classe média, como a China e outros do sudeste asiático.

“Nossa tarefa [no ministério das Relações Exteriores] é descobrir oportunidades que possam motivar nosso setor”, completou.

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Publicado em Agricultura

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