PARAGUAI

Paraguai quer ser o quinto maior exportador mundial de carne bovina em 2015

Objetivo do país sulamericano, sexto exportador do mundo, passa por uma ampliação dos mercados para os quais é destinada a carne paraguaia

Foto: EFE/Martín Crespo

O Paraguai tem o intuito de se tornar o quinto maior exportador mundial de carne bovina em 2020, data para qual pretende contar com um rebanho de 20 milhões de cabeças ante as 14 milhões atuais, disse à Efe Carlos Pereira, da Associação Rural do Paraguai (ARP).

Pereira precisou que o objetivo do país sulamericano, sexto exportador do mundo, passa por uma ampliação dos mercados para os quais é destinada a carne paraguaia e criação de parcerias que possibilitem a conquista de “nichos de qualidade”

Nesse sentido, o país pretende alcançar os mercados de Hong Kong e do Irã entre 2015 e 2016, enquanto negocia a possibilidade de exportar também para os Estados Unidos.

“Com os Estados Unidos há negociações, mas são lentas devido ao processo sanitário, o objetivo é chegar lá em dois anos”, declarou Pereira.

Ainda assim, ele reconhece que a meta depende de que o rebanho tenha o mesmo crescimento obtido nos últimos cinco anos e que supere a baixa iniciada em finais de 2014 e se manteve em 2015.

“Foi um ano razoável, ainda que tenha havido um estancamento do crescimento devido à queda nos preços internacionais. Quando há bons preços, o produtor retém o gado para que cresça o rebanho, mas quando há preços mais baixos, ele vende para custear a produção”, explica.

Segundo Pereira, a meta para 2020 contempla ainda o “Projeto Paraguai Quinto Exportador”, que estudo a criação de uma “marca de país” que funcionará como sinônimo de “fidelidade e preferência”.

Atualmente, o primeiro mercado de carne bovina paraguaia em valor de exportação é o Chile (32%), que demanda ainda cortes de primeira qualidade (Premium), Rússia (32%), seguidos do Brasil (12%).

Pereira ressalta a importância de que o setor de carnes paraguaio siga crescendo já que, segundo seus dados, representa 10,1% do PIB do país, o que inclui toda a cadeira de comercialização, logística e frigoríficos, enquanto todo o agronegócio representa 40,2% do PIB.

“É importante deixar claro que a capacidade produtiva do Paraguai na produção agrícola e de carnes é muito superior à sua capacidade de consumo, motivo pelo qual a exportação  é vital para o desenvolvimento e balança comercial do país”, disse.

Além disso, Pereira afirma que o setor normalizou completamente os índices de febre aftosa que motivaram o fechamento de vários mercados na União Europeia, que derrubou as barreiras impostas depois que o país reconquistou o status de território livre da doença em novembro de 2013.

“O problema foi corrigido e fomos auditados como nenhum outro país foi. Agora isso é um fantasma do passado, mas não podemos baixar a guarda”, lembra Pereira.

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Publicado em Economia

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