Exportações

Puxado por carne e soja, Brasil se consolida como protagonista no mercado de alimentos, diz OMC

Relatório da instituição mostra que país aumentou sua participação agrícola na última década, mas registrou algumas dificuldades

(Foto: EFE/Cézaro De Luca)

Senso comum para os brasileiros, a ideia de que o país depende muito do agronegócio e de que o abastecimento mundial de alimentos depende muito do Brasil foi mais uma vez confirmada. De acordo com dados divulgados nesta quarta-feira (21) pela organização Mundial do Comércio (OMC), a exportação de produtos agrícolas brasileiros aumentou no período entre 2007 e 2016.

Os produtos que mais destacaram o desempenho brasileiro foram a soja e a carne, já tradicionais no contexto rural do país. Contudo, alimentos como o arroz, cuja exportação é tradicionalmente baixa, também apresentaram bons índices.

Em relação ao grupo das oleaginosas – que inclui a soja -, a participação brasileira subiu de 27% do mercado mundial, em 2007, para 35,3% em 2016, o que fez o país alcançar a liderança deste mercado, ultrapassando os EUA, cuja fatia diminuiu de 37% para 33,7%.

Outro concorrente importante que apresentou queda no mercado de oleaginosas (de 14,4% para 6,6%) foi a Argentina, vítima de uma política de redução dos estímulos à exportação nos últimos anos, representada pelo recente abandono de plantações de soja por parte dos produtores. Entretanto, os platinos mantiveram a liderança na venda de farelo e óleo do grão.

A alta das carnes tem como carro-chefe a exportação de carne de frango, já que o montante brasileiro no mercado mundial subiu de 28,3% para 40,8%, mais uma vez ultrapassando os EUA, que lideravam o setor em 2007.

Em relação à carne bovina, apesar de uma ligeira queda, o país ultrapassou a Austrália e alcançou o segundo lugar, ficando atrás apenas da Índia, cujo rápido crescimento é justificado pelo grande número de búfalos e pela produção de carne com qualidade inferior. A fatia dos indianos subiu de 1,9% para 18,4% no período analisado.

O Brasil também é líder no comércio de açúcar (49,3%) e de tabaco (14,5%). Após a vitória sobre os EUA na OMC relacionada aos subsídios do algodão, as exportações brasileiras passaram de 2,5% para 10,7% das vendas globais.

Embora irrelevante em termos comerciais, o arroz brasileiro se destacou positivamente aumentando em seis vezes sua participação no mercado internacional. Como destaques negativos, está o comércio de frutas e vegetais, que caiu pela metade, e a carne suína, cuja exportação não consegue se consolidar.

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