Economia

Queda na taxa de juros deve ampliar e antecipar crédito rural na próxima safra

Diminuição brusca da taxa Selic no período de um ano estimula tomada de empréstimos e força movimentação bancária

O presidente do Banco Central do Brasil, Ilan Goldfajn. EFE/Fernando Bizerra Jr

A redução da taxa básica de juros (Selic) pelo Comitê de Política Monetária do Banco Central ao menor índice histórico desde 1997 deve estimular tanto a concessão como a antecipação, por parte dos bancos, do crédito rural ao produtor. Fixada em 6,75% no dia 7 de fevereiro deste ano, a Selic marcava 13% no mesmo período do ano passado.

Como a queda da taxa interfere negativamente nos juros que os bancos podem cobrar de seus devedores, a tendência é que as instituições financeiras antecipem os empréstimos aos agricultores, de modo a conseguir um retorno maior. Segundo informou Mauro Zafalon em sua coluna no jornal Folha de S. Paulo, o crédito para a safra 2018/2019 deve vir com uma taxa inferior a 8,5%.

A antecipação, por parte dos bancos, também pode auxiliar os produtores, já que, neste período do ano, as empresas de insumos necessitam de capital de giro, o que pode propiciar preços favoráveis às compras necessárias.

Na safra atual, o valor voltou a crescer depois de duas quedas e, segundo o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), chegou a R$ 85 bilhões. De acordo com especialistas do setor, o valor deve ser ainda maior no ano que vem.

O crédito cedido aos produtores agrícolas pode ser empregado em três tipos de operação: o custeio, que cobre despesas habituais da produção; o investimento, que é aplicado em bens duráveis, como equipamentos; e a comercialização, que é o destino dos recursos voltados a operações logísticas.

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