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Trump acusa China de atacar de forma “impiedosa” agricultores dos EUA

Os EUA iniciaram no começo de julho uma guerra comercial com a China depois da deterioração das relações entre ambas potências desde a chegada de Trump à Casa Branca.

EFE/ Arquivo

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, acusou nesta quarta-feira a China de atacar de maneira “impiedosa” os agricultores americanos em meio às tensões comerciais entre ambos países e advertiu sobre as consequências que isso terá para Pequim.

“A China está atacando nossos agricultores, que todos sabem que amo e respeito, como um modo de me obrigar a continuar permitindo que se aproveitem dos EUA”, disse Trump em sua conta do Twitter.

“Estão sendo impiedosos no que será uma tentativa fracassada. Estávamos nos dando bem – até agora! A China ganhou US$ 517 bilhões conosco no ano passado”, acrescentou em referência ao déficit comercial com o gigante asiático.

O Departamento de Agricultura dos EUA lançou ontem um plano avaliado em US$ 12 bilhões para compensar os agricultores americanos prejudicados pelas tarifas de outros países, entre eles a China, aplicadas em represália aos impulsionados por Trump.

Deste modo, o Governo reconhecia explicitamente que sua agressiva agenda protecionista começou a gerar preocupação e causar efeitos negativos sobre os seus próprios produtores.

O pacote de ajudas será destinado principalmente aos produtores de soja, aos de leite e aos de carne de porco, alguns dos setores mais castigados pelos encargos impostos pela China e outros países.

Os Estados Unidos iniciaram no começo de julho uma temida guerra comercial com a China depois da deterioração cada vez maior das relações comerciais entre ambas potências desde a chegada de Trump à Casa Branca.

A primeira onda de retaliações de Washington incluiu tarifas de 25% a importações chinesas no valor de US$ 34 bilhões, uma medida à qual Pequim respondeu da mesma maneira.

Há poucos dias, o Governo de Trump voltou a implementar encargos aos bens importados da China, neste caso no valor de US$ 200 bilhões, motivando medidas similares por parte do Executivo do presidente da China, Xi Jinping.

Embora Washington e Pequim tenham sustentado desde então várias rodadas de conversas para diminuir os atritos comerciais, ambas potências não conseguiram acercar posturas.

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